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CASOS SUSPEITOS

METANOL: Governo do Rio Grande do Sul vai começar a fazer testes para identificar intoxicações

Atualmente, essa análise é feita pelo Instituto-Geral de Perícias (IGP). No primeiro caso suspeito em Porto Alegre, amostras chegaram a ser enviadas para análise em Santa Catarina

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Publicado em: 07/10/2025 às 09h:33 Última atualização: 07/10/2025 às 09h:42
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O governo do Rio Grande do Sul anunciou que o Centro de Informação Toxicológica (CIT), vinculado ao Centro Estadual de Vigilância em Saúde (Cevs), passará a realizar, nos próximos dias, exames laboratoriais para identificação de metanol em casos suspeitos de intoxicação.

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Peritos do IGP também atuam na análise | abc+



Peritos do IGP também atuam na análise

Foto: Leonardo Ambrosio/Ascom IGP

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Atualmente, essa análise é feita pelo Instituto-Geral de Perícias (IGP). No primeiro caso suspeito em Porto Alegre, amostras chegaram a ser enviadas para análise em Santa Catarina. 

A equipe técnica do CIT já adquiriu os insumos necessários e está em fase de padronização e testes dos equipamentos. A previsão é de que os exames comecem a ser realizados na próxima semana. 

Com a nova estrutura, o Rio Grande do Sul se tornará um dos poucos estados com capacidade própria para esse tipo de diagnóstico. “A nossa equipe já tem experiência em análises toxicológicas, e agora está preparada para atuar também na identificação de metanol”, afirmou a secretária da Saúde, Arita Bergmann.

Além da estrutura laboratorial, a Secretaria da Saúde faz um levantamento junto à rede hospitalar sobre os estoques de etanol farmacêutico, usado no tratamento de intoxicações por metanol. O Estado também aguarda o envio de um antídoto específico, que está sendo adquirido pelo Ministério da Saúde junto a fornecedores internacionais.

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Casos suspeitos no RS

Até esta terça-feira (7), o RS tinha dois casos suspeitos de intoxicação por metanol, que estão em investigação. As duas notificações foram em Porto Alegre.

 

O primeiro caso foi de um homem de 38 anos, que recebeu alta no sábado (4) do Hospital de Pronto Socorro. As queixas principais foram dor abdominal tipo cólica, náuseas e tontura após ingesta alcoólica (caipirinha).

A Vigilância Sanitária já fiscalizou o estabelecimento indicado, um mercado de Porto Alegre, e não encontrou lote suspeito nem irregularidades nos produtos disponíveis.

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Conforme a prefeitura da capital, o segundo caso trata-se de um homem de 23 anos. Ele apresentou sintomas como cefaleia, náuseas, mal-estar e dor abdominal após ingestão de vinho em grande quantidade.

O homem procurou atendimento nesta segunda-feira e passou por avaliaçãona emergência Dom Vicente Scherer, da Santa Casa de Porto Alegre. Os exames laboratoriais não apresentaram alterações significativas.

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O município afirma que amostras foram coletadas conforme protocolo do Ministério da Saúde, e a equipe da Vigilância realizará busca ativa nesta semana. “Serão realizadas análises das amostras e demais procedimentos, incluindo a verificação dos locais de procedência das bebidas consumidas.”

Um terceiro caso notificado no Estado, em Santa Maria, já foi descartado pelas autoridades. 

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Casos confirmados no País

Dados do Ministério da Saúde divulgados na noite desta segunda-feira apontam 17 casos de intoxicação por metanol confirmados. Outras 200 ocorrências são investigadas.

A maior parte das notificações se concentra no estado de São Paulo. São 15 casos confirmados e 164 em investigação até o momento. No Paraná, outro único Estado com casos confirmados, foram duas ocorrências positivas para intoxicação por metanol, e outras quatro estão em análise.

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Ao todo, 14 pessoas morreram e duas, ambas da capital paulista, tiveram a morte confirmada por intoxicação por metanol. As outras 12 mortes ainda são investigadas. Além de São Paulo, os estados que também registraram óbitos suspeitos são: Mato Grosso do Sul (1), Pernambuco (3), Paraíba (1) e Ceará (3).

Comitê

Na última sexta-feira (3), o governo do Estado criou um comitê intersecretarial para acompanhar possíveis casos de bebidas contaminadas por metanol. O grupo reúne representantes das secretarias da Saúde, da Segurança e da Agricultura, além de órgãos como Samu, Cevs, Polícia Civil, Brigada Militar e IGP.

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Uma reunião entre os integrantes do comitê está marcada para terça-feira, quando será discutida a publicação de uma nota informativa conjunta. O documento deverá orientar municípios e serviços de saúde sobre procedimentos e ações diante de casos suspeitos.

O que fazer em casos de suspeita de intoxicação

Diante da ocorrência de intoxicações por metanol, o Ministério da Saúde reforça a importância da vigilância e orienta sobre as ações a serem tomadas. O metanol é uma substância tóxica usada em solventes e produtos químicos, podendo causar danos graves ao fígado, cérebro e nervo óptico — com risco de cegueira, coma e até morte.

Principais sintomas (podem surgir entre 12 e 24 horas após ingestão):

  • Dor abdominal;
  • Visão alterada;
  • Confusão mental;
  • Náusea.

Esses sinais podem ser confundidos com os de uma ressaca comum. Por isso, ao identificá-los, a pessoa deve procurar imediatamente atendimento médico em uma unidade de emergência.

Na chegada ao serviço de saúde, é essencial informar:

  • Que houve consumo de bebida alcoólica;
  • O contexto (ex.: festa, bar, evento);
  • Tipo de bebida ingerida;
  • Presença ou não de rótulo na embalagem;
  • Horário aproximado da ingestão.

Essas informações ajudam na investigação, diagnóstico e tratamento adequados.

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