A Polícia Civil investiga as circunstâncias da morte de Maria Marlise Schons, de 47 anos, encontrada no Rio Cadeia, em Picada Café, na manhã desta segunda-feira (6). Inicialmente, o caso é tratado como morte por afogamento. O delegado Fabio Idalgo afirma que aguarda o laudo da Perícia para confirmar a causa do óbito. Segundo o Instituto-Geral de Perícias (IGP), o exame deve ser entregue em até 30 dias.
“Não havia marcas de violência. O corpo foi encaminhado para o Departamento Médico-Legal, solicitado exame de alcoolemia e toxicologia, como é de praxe”, explica o delegado.

Foto: Corpo de Bombeiros de Novo Hamburgo
De acordo com a Polícia, Maria Marlise dirigia em direção à casa do namorado na noite do último sábado (4), quando teve o carro levado pela correnteza ao tentar atravessar uma ponte na localidade de Jammerthal, interior do município. No fim de semana, a cidade foi atingida por uma chuvarada, que elevou o nível dos arroios, deixando a estrutura praticamente coberta pela água.
“Pela prova testemunhal, a vítima teria passado por uma ponte no bairro, a qual estava com excesso de água, arrastando o veículo para dentro do rio”, explica o delegado. Idalgo salienta que, no local, junto ao Arroio do Macaquinho, “existem marcas de arrastamento do carro” que reforçam a versão apresentada pelas testemunhas.
O veículo conduzido pela mulher, um Volkswagen Fox azul, foi encontrado no Rio Cadeia, ainda no domingo (5), a quase 900 metros da ponte. Já o corpo Marlise ficou preso a galhos, às margens do rio, a 2,6 quilômetros do local do acidente.
O comandante dos Bombeiros Voluntários de Picada Café, Vilson Koch, suspeita que Marlise tenha sido surpreendida, em meio ao trajeto, pelo grande volume de água, já que no local desaguam os rios que cortam Nova Petrópolis e Santa Maria do Herval. “Em dias normais, o Rio Cadeia corre tranquilamente sem problema algum, mas quando dá excesso, como ocorreu no sábado, e vem muito forte, a água acaba passando por cima da ponte”, observa.
“Quando está um pouquinho por cima é normal, o pessoal ainda passa, mas quando está muito acima do nível, como estava no dia… Eu acredito que ela [a vítima] não tenha visto o nível da água e acabou entrando”, avalia Koch.
Após a tragédia, Defesa Civil e Bombeiros Voluntários do município reforçam os alertas sobre os riscos de trafegar pela região quando o leito do rio sobe. “Evitem passar quando a correnteza está passando por cima da ponte”, orienta o sargento Koch, que também está à frente da Defesa Civil da cidade da Encosta da Serra.
Orientações
A Defesa Civil municipal divulgou orientações sobre como agir em caso de alagamentos:
• evite entrar em contato com a água;
• evite dirigir em locais alagados;
• evite transitar por pontes submersas;
• tenha atenção com crianças em regiões próximas a rios e ribeirões.
Se houver emergência, o número para contato é (54) 3285-2349.