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EDUCAÇÃO

Municípios da região registram queda no percentual de crianças alfabetizadas em 2024

Apenas uma cidade da região registrou crescimento em relação a 2023; RS é o Estado brasileiro com maior redução

Municípios da região registram queda no percentual de crianças alfabetizadas em 2024
Publicado em: 15/08/2025 às 06h:33 Última atualização: 15/08/2025 às 14h:22
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Uma pesquisa realizada pelo Ministério da Educação (MEC), via Compromisso Nacional Criança Alfabetizada, detalhou que seis estados brasileiros registraram queda no percentual de crianças alfabetizadas: Amazonas, Bahia, Paraná, Rondônia, Pará e Rio Grande do Sul tiveram resultados piores em 2024 comparados a 2023 – a meta é que as crianças estejam alfabetizadas até o final do 2º ano do ensino fundamental.

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A menor queda foi do Amazonas, que saiu de 52,2% (2023) para 49,1% (2024). Já o Rio Grande do Sul teve uma redução de aproximadamente 20%, saindo de 63,4% de crianças alfabetizadas em 2023 para 44,6% no ano seguinte.

RS registrou queda na alfabetização de crianças em 2024 | abc+



RS registrou queda na alfabetização de crianças em 2024

Foto: Lu Freitas/PMNH/Arquivo

Em nota, a Secretaria da Educação do RS (Seduc) salienta que os resultados são acompanhados com atenção pela pasta e também pela União Nacional dos Dirigentes Municipais de Educação do Estado (Undime-RS). “A realidade da rede pública gaúcha inclui, nos últimos anos, os efeitos severos de eventos climáticos extremos que impactaram significativamente a rotina escolar nos anos de 2023 e 2024.”

Conforme a Seduc, as enchentes de maio de 2024 tiveram efeitos diretos sobre a frequência de estudantes e professores, além de danos à infraestrutura de centenas de escolas, especialmente na Grande Porto Alegre.

Para 2025, a meta é alcançar até 68,8% de alfabetização nos anos iniciais, aumentando sucessivamente até 2030, quando o Estado pretende chegar aos 80% de crianças alfabetizadas.

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Há dois anos está em execução o programa Alfabetiza Tchê, iniciativa que contempla ações em cinco eixos: fortalecimento da aprendizagem, gestão escolar e municipal, formação continuada, avaliação com monitoramento de indicadores e estímulo à cooperação interinstitucional.

O governador Eduardo Leite avalia o que atrapalhou o desenvolvimento. “Teve a pandemia, estávamos em recuperação de aprendizagem e na sequência os eventos climáticos causaram novas dificuldades.” No entanto, garantiu que todos os esforços estão sendo feitos.

Queda na região

Em Canoas, a porcentagem de crianças alfabetizadas era de 53,2% em 2023. Um ano depois, o dado indicava 41,1%, queda superior aos 10%. A meta do município é que 2025 termine com ao menos 61,9% dos estudantes alfabetizados.

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Para isso, professores do 1º ano participaram de capacitações do programa Pacto pela Alfabetização, visando a compreensão das dinâmicas de sala de aula, para melhor aplicá-las durante o ano letivo.

Em Novo Hamburgo, o índice reduziu ainda mais, passando de 62,4% para apenas 36% em um ano, sendo que a meta para 2024 era alfabetizar 65% das crianças. Em 2025, o objetivo é atingir 68,07% de alfabetização infantil.

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Para fomentar os resultados, o Departamento de Alfabetização acompanha os trabalhos na rede municipal. O Avalia Novo Hamburgo foi ampliado, visando identificar as principais defasagens da educação em cada instituição.

Tabela ìndice de alfabetização | abc+



Tabela ìndice de alfabetização

Foto: GES

Outro município que registrou uma queda abrupta foi São Leopoldo, passando de 57% em 2023 para 37,2% em 2024. A meta é alcançar 64,5% em 2025, por isso foi lançado o Educa São Léo: Saberes em Conexão. O programa será focado na formação continuada dos professores da rede pública municipal, com formato participativo.

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Os professores poderão se inscrever em formações que mais dialoguem com suas necessidades e interesses profissionais. As atividades ocorrem na plataforma Moodle da Secretaria de Educação (Smed).

Avanço em meio a queda

Com pouco mais de 29 mil habitantes, Nova Santa Rita foi o único município com mais de 10 mil habitantes na área de cobertura do Grupo Sinos a não regredir no índice de alfabetização, pelo contrário, conseguiu alcançar resultados ainda melhores. Em 2023, a porcentagem de crianças alfabetizadas era de 57,3%, em 2024 esse número subiu para 64,9%.

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“Esse crescimento é o resultado de um conjunto de políticas públicas que começaram em 2013”, avalia a secretária da Educação, Margarete Ferretti. A profissional salienta que os professores passam por uma formação permanente e os alunos, da pré-escola ao 5° ano por avaliações. “A partir disso, estabelecemos metas.”

Margarete reforça que mesmo com os problemas causados pelas chuvas, o município tem se esforçado para aumentar a frequência e a busca ativa por alunos que se afastaram do colégio. A secretária afirma que a administração está colhendo os resultados do trabalho de longo prazo.
“Educação não melhora do dia para a noite, é um processo.”

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O foco na pré-escola também é determinante na avaliação da secretária. “[As crianças] não estão ali apenas para brincar. É importante chegar no 1° ano sabendo algo que possa ser aperfeiçoado, para que no 2° ano estejam lendo fluentemente”, completa.

Morro Reuter se destaca na região

Em Morro Reuter, assim como Nova Santa Rita, a alfabetização teve um acréscimo no indicador Criança Alfabetizada, divulgado pelo Ministério da Educação (MEC). O município é o melhor colocado entre as cidades dos Vales do Sinos, Paranhana e Encosta da Serra.

O percentual de alfabetização de 2024 foi de 76,9%, contra 51,5% no ano anterior. “Morro Reuter tem profissionais que realizam um trabalho diferenciado e se esforçaram para que o resultado seja positivo. Fica o desafio de continuarmos promovendo uma educação de qualidade que proporcione aos alunos as ferramentas necessárias para seu desenvolvimento”, avalia o prefeito Airton Bohn.

Alfabetização é exemplo em Morro Reuter | abc+



Alfabetização é exemplo em Morro Reuter

Foto: PMMR/ Divulgação

Sistema de avaliação estadual

Visando estimular o Alfabetiza Tchê, em 2025 foram selecionados 18 formadores regionais nas Coordenadorias Regionais de Educação (CRE) e 470 formadores municipais. Os profissionais são responsáveis por multiplicar os conteúdos formativos nas redes locais, consolidando a formação continuada dos professores alfabetizadores em todo o Estado.

Outra iniciativa para recuperar o percentual perdido é o Sistema de Avaliação do Rendimento Escolar (Saers), que desde 2022 avalia estudantes do 2° ano do ensino fundamental das redes públicas em relação à leitura. A qualificação ocorre por meio de testes de leitura e escrita, a partir disso a Seduc divulga o Índice Municipal da Educação do Rio Grande do Sul (Imers).

Com os dados obtidos nessas avaliações, os professores atuam de forma mais assertiva nas dificuldades pedagógicas diagnosticadas para cada estudante.

O programa é organizado por cada uma das Coordenadorias Regionais de Educação.

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