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CONCESSÃO ADMINISTRATIVA

Governo do RS lança PPP para 98 escolas e prevê investimentos de R$ 1,4 bilhão

Projeto inclui unidades em 15 municípios - entre elas cidades do Vale do Sinos - e prevê reformas, manutenção e serviços

Dário Gonçalves
Publicado em: 30/03/2026 às 12h:30 Última atualização: 30/03/2026 às 14h:33
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O governo do Rio Grande do Sul apresentou nesta segunda-feira (30), no Palácio Piratini, o projeto de Parceria Público-Privada (PPP) voltado à infraestrutura escolar, que prevê investimentos de R$ 1,4 bilhão em 98 escolas da rede estadual.

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A iniciativa inclui unidades distribuídas em 15 municípios e deve avançar com leilão marcado para junho deste ano.

Leite anuncia PPP que prevê a concessão administrativa para manutenção de escolas  | abc+



Leite anuncia PPP que prevê a concessão administrativa para manutenção de escolas

Foto: Dário Gonçalves/GES-Especial

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O modelo apresentado pelo governador Eduardo Leite prevê a concessão administrativa para que a iniciativa privada assuma obras de reforma, ampliação, manutenção e serviços não pedagógicos nas escolas.

“Não apenas requalifica essas escolas, mas garante a manutenção ao longo dos anos, com mais prontidão e qualidade em serviços como segurança, limpeza e conservação”, afirmou.

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Entre as atividades previstas estão limpeza, segurança, controle de pragas, manejo de resíduos, jardinagem e reposição de mobiliário e equipamentos, enquanto o Estado mantém a gestão pedagógica, com professores e conteúdo curricular.

Ao todo, o projeto contempla 98 escolas, divididas em três sublotes, além da implementação de 18 chamadas “escolas modelo”.

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Segundo o governador, a escolha das unidades considerou critérios de vulnerabilidade social e segurança. “A definição dessas escolas foi feita olhando as comunidades que mais sofrem com a violência. Nesses locais, a escola precisa ser a mais inspiradora, porque disputa a atenção dos jovens com outras realidades que não são positivas”, disse.

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Leite anuncia PPP que prevê a concessão administrativa para manutenção de escolas

Foto: Dário Gonçalves/GES-Especial

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Impacto na região

Embora o governo ainda não detalhe a lista completa de unidades contempladas, o projeto abrange municípios do Vale do Sinos, incluindo cidades como Canoas, São Leopoldo, Novo Hamburgo e Sapucaia do Sul, que integram a área de cobertura do programa.

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Segundo o governo, a proposta busca garantir:

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  • Requalificação completa das estruturas escolares
  • Manutenção preventiva e corretiva contínua
  • Melhoria na prestação de serviços básicos
  • Maior agilidade na reposição de equipamentos

A lógica do modelo é centralizar esses serviços em contratos de longo prazo, com metas de desempenho e fiscalização do Estado. Para o governador, a proposta busca assegurar a continuidade das melhorias.

“A escola precisa não apenas ser reformada, mas mantida ao longo dos anos da forma correta”, pontuou.

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Valores e contrato

A PPP prevê:

  • Investimento total de R$ 1,4 bilhão
  • Contrato de 25 anos
  • Pagamento mensal do Estado à concessionária, com teto de até R$ 16 milhões

O projeto também conta com garantias públicas vinculadas a receitas estaduais, como mecanismo para atrair investidores.

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O cronograma apresentado pelo governo indica:

  • Edital publicado em fevereiro de 2026
  • Entrega de propostas até 22 de junho
  • Leilão previsto para 26 de junho, na B3
  • Assinatura do contrato em outubro de 2026

Contexto geral

A PPP das escolas integra um pacote mais amplo de concessões e parcerias do Estado, que soma R$ 20,7 bilhões em investimentos projetados em áreas como rodovias, saúde, saneamento e administração pública.

Sobre a medida, Leite foi enfático:“Não fazer não é uma opção. O Estado não tem recursos para investir sozinho.”

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