Com a temporada de calor ainda no início, o Rio Grande do Sul já registrou 19 mortes de banhistas desde o início de novembro. Além de pessoas que estavam em lazer, o levantamento feito pelo Grupo Sinos inclui o óbito da funcionária da Fundação Estadual de Proteção Ambiental (Fepam) que morreu ao cair no Rio Jacuí, enquanto fazia a coleta da água.

Foto: Juliano Piasentin/GES-Especial
Os óbitos foram registrados em 16 cidades diferentes: Dois Irmãos (2), Portão (2), Pelotas (2), Nova Petrópolis (1), Gramado (1), Santa Maria do Herval (1), São Sebastião do Caí (1), Riozinho (1), Cidreira (1), Tramandaí (1), Torres (1), Estrela (1), General Câmara (1), Candiota (1), Dona Francisca (1) e Rio Grande (1). Em Sapiranga, um homem de 26 anos morreu na localidade Picada Verão enquanto estava com amigos em uma cachoeira, no entanto, o óbito aconteceu devido a uma queda e não por afogamento.
Conforme o coordenador de Operações dos Guarda-Vidas da Operação Verão, major Jocimarlon Acunha, banhistas não devem entrar na água sozinhos ou em locais desconhecidos. “Essas são as primeiras regras. Especialmente onde não há presença de guarda-vidas.”
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A combinação com álcool também precisa ser evitar. “O uso do álcool é um agravante. Não se deve nadar após ingerir bebidas alcoólicas. A alimentação em excesso é outro risco”, aponta o major.
Básico também precisa ser dito
Pessoas que não sabem nadar não devem se banhar em locais com profundidade excessiva, ou seja, onde não conseguem alcançar os pés no chão. “São cuidados básicos que podem evitar uma tragédia”, salienta.
Questionado sobre os riscos em cachoeiras, Acunha diz se necessário observar o tempo antes de entrar na água. “Em períodos com chuvas o risco aumenta, já que o nível da água pode subir rapidamente. Pedras escorregadias também são perigosas. Além disso, a água que cai da cachoeira pode empurrar o banhista para o fundo.”
A indicação, portanto, é sempre procurar locais com salva-vidas. “E que se banhe próximo das guaritas”, reforça.
Operação Verão 2026
A Operação Verão 2026 começou no dia 13 de dezembro no Rio Grande do Sul. São aproximadamente 900 guarda-vidas distribuídos pelo Estado, especialmente no Litoral Norte e Litoral Sul. “Temos cerca de 30 guaritas em águas internas, ou seja, em balneários municipais e outras 190 entre o Chuí e Torres, pelo litoral.”
Equipes que atuam no litoral gaúcho contam com ao menos um jet-ski e um quadriciclo por balneário. “Em locais com maior circulação de pessoas, essa oferta aumenta”, explica o major. Barcos na orla, embarcações nas guarnições e o helicóptero sediado na Base Aérea de Canoas (Baco) também estão à disposição em caso de necessidade.
A Operação se estende até o dia 22 de fevereiro, na sequência os profissionais começam a retornar às suas bases. “É uma mão de obra específica, não pode ser qualquer pessoa. O profissional precisa de treinamento, bom preparo físico.” Para manter o litoral seguro, estudos são feitos para que os locais com maior quantidade de público sigam resguardados.
Por fim, o major reitera que em caso de qualquer emergência o Corpo de Bombeiros deve ser acionado via 193. “Independente de onde estiver. A ocorrência vai ser direcionada e qualquer bombeiro do Estado está apto para fazer a intervenção de resgate”, completa.
*Colaborou: Kassiane Michel
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