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CONCESSÃO DE RODOVIAS

"O modelo que está posto é inviável": ACI busca alternativas para dar equilíbrio ao projeto de concessão do Bloco 1

Como ficam os pedágios do Bloco 1? E a RS-010, vai sair do papel? Políticos e empresários abordaram os temas nesta quinta-feira (5)

"O modelo que está posto é inviável": ACI busca alternativas para dar equilíbrio ao projeto de concessão do Bloco 1
Publicado em: 05/02/2026 às 16h:28 Última atualização: 05/02/2026 às 16h:48
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Como ficam os pedágios do Bloco 1? E a RS-010, vai sair do papel? Políticos, empresários e representantes de universidades se reuniram na manhã de quinta-feira (5) para discutir a Concessão do Bloco 1, que inclui nove rodovias da região (RS-010, RS-020, RS-040, RS-115, RS-118, RS-235, RS-239, RS-466 e RS-474).

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O encontro ocorreu no auditório da Associação Comercial, Industrial e de Serviços (ACI) de Novo Hamburgo, Campo Bom, Estância Velha, Ivoti e Dois Irmãos, em Novo Hamburgo. Diretor da entidade, Fauston Saraiva esteve na mediação, enquanto os deputados Joel Wilhelm (PP), Felipe Camozzato (Novo) e Delegado Rodrigo Zucco (Republicanos) aproveitaram o momento para expôr sugestões e críticas ao modelo apresentado pelo Estado em outubro de 2025.

ACI - Concessão do Bloco 1 | abc+



ACI – Concessão do Bloco 1

Foto: Juliano Piasentin/GES-Especial

“O que posso dizer é que o encontro foi muito produtivo e atendeu as nossas expectativas. Teremos mais encontros e o governo do Estado deve apresentar nova metodologia e sistemática em relação ao Bloco 1 de pedágios. Eles [técnicos do Estado] se colocaram à disposição de colher as propostas e nos dar um retorno”, explica Saraiva.

Equilíbrio

O diretor reforçou a posição da ACI referente a modelagem da concessão prevista para ser implementada nas estradas da região. “O modelo que está posto é inviável no ponto de vista de movimento, empregabilidade, inovação e todos os outros aspectos. Mas, a ACI não quer fazer apenas de dizer o não. Queremos contribuir para encontrar um meio-termo.”

Saraiva salienta que o objetivo da entidade é auxiliar o governo no momento de elaborar esse novo projeto. A missão é atualizar o documento antes do lançamento do edital, agendado para março. A data, porém, pose ser prorrogada pela Secretaria da Reconstrução Gaúcha. “Eu tenho falado muito na palavra equilíbrio. ”

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Para isso, o governo vai precisar abandonar os processos mais antigos. “Esse modelo simplício de solucionar os problemas, não cabe mais nos dias de hoje”, ressalta.

Dinheiro do Funrigs e necessidades da região entram na pauta

O deputado Joel Wilhelm voltou a citar os valores do Fundo do Plano Rio Grande (Funrigs) que devem ser envolvidos na concessão. Segundo o projeto da Secretaria da Reconstrução Gaúcha (Serg), o contrato com a futura concessionária prevê a contrapartida de R$ 1,5 bilhão.

“São R$ 600 milhões para a RS-010, mais R$ 140 milhões na RS-118 e no máximo R$ 20 milhões por viadutos na RS-239, ainda sobrariam R$ 600 milhões para estudar onde investir. Podemos fazer as obras necessárias com esses valores”, afirma o deputado.

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Para o parlamentar, a concessão vai prejudicar as cidades envolvidas. “Vai engessar nossa região”, diz, se referindo aos 23 pórticos free flow previstos no documento apresentado pelo Estado em outubro.

Questionado sobre mudanças anunciadas pelo governador durante o primeiro fórum promovido pelo Setcergs e Federasul, quando Eduardo Leite (PSD) confirmou a redução nas tarifas e alterações nas localizações dos pedágios, Wilhelm reiterou que permanece aguardando respostas.

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Já o reitor da Universidade Feevale, José Paulo da Rosa, mostrou preocupação com alunos que estudam em outros municípios. “Os estudantes que moram na Serra teriam um acréscimo de 400% nos custos dos pedágios caso o modelo atual permaneça.”

Deputados se dizem favoráveis a parcerias com a iniciativa privada

Apesar de críticos ao modelo apresentado pelo Estado, Felipe Camozzato e Delegado Zucco explicaram que são favoráveis às concessões de uma maneira geral. “Eu e o Partido Novo temos posições favoráveis às concessões. Mas, não é por isso que vamos assinar qualquer contrato”, afirma Camozzato.

O parlamentar diz que o Bloco 1 não contempla as necessidades dos municípios envolvidos. “Me parece que o Bloco 1 tem muitos desarranjos, isso pode afetar a economia. Além disso, os pedágios vão causar desvio de fluxo nas cidades.”

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Como sugestão, Camozzato afirmou que o Estado deveria pensar em fases de investimentos, reduzindo o impacto para a população. “Escalonar os valores dos pedágios. Isso faria com que os valores não pesem no bolso do usuário.” O deputado ainda reforça a necessidade de investir na malha viária, aumentando a competitividade do Estado. “É sério e necessário [investir].”

Zucco vai na mesma linha do colega de Assembleia Legislativa. “Que não se gaste de qualquer forma. O governo não está preocupado com o Vale do Sinos e com o Vale do Paranhana. Em Gravataí não vai ter pedágio [na RS-118] porque o prefeito [Luiz Zaffalon] é do partido do governador [PSD].”

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O deputado reforça ser favorável às concessões. “Não é abandonar as concessões, muito pelo contrário. É poder dialogar com a comunidade antes da implementação.”

RS-010 também é citada e fluxo de veículos questionado

Outro ponto abordado foi a RS-010, conhecida como Rodovia do Progresso. Construída do zero, a estrada vai servir de ligação entre os municípios de Sapiranga e Porto Alegre, ajudando a escoar o fluxo da BR-116 e servindo como obra de resiliência climática.

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Afinal, em maio de 2024 o Vale do Sinos ficou isolado por conta dos alagamentos na rodovia federal. “A RS-020 pode ser uma alternativa de resiliência, a duplicação da RS-474 é outro exemplo. O investimento na RS-010 terá um investimento elevado, além da necessidade de muitas desapropriações na área”, afirma Camozzato.

O deputado ainda cita a BR-116 como alternativa gratuita, apesar do movimento intenso diariamente e acidentes. “Será que o fluxo de veículos na RS-010 que está no projeto vai se concretizar? Na minha opinião não, porque o cidadão vai buscar alternativas mais barato e até mais rápido. Então entendo que na modelagem, será algo caro, sendo que pode ficar subutilizado”, completa o parlamentar.

Assista ao vídeo: 

Fórum na ACi debate propostas sobre pedágios e rodovias do Bloco 1 em Novo Hamburgo
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