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ONDA DE FRIO: Até quando RS deve registrar temperaturas tão baixas?

Nesta quarta-feira, onda de frio que atinge o Rio Grande do Sul e o restante do Cone Sul da América chegou ao ápice

ONDA DE FRIO: Até quando RS deve registrar temperaturas tão baixas?
Publicado em: 02/07/2025 às 20h:03 Última atualização: 04/07/2025 às 08h:15
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A onda de frio que atinge o Rio Grande do Sul e o restante do Cone Sul da América chegou ao ápice nesta quarta-feira (2). Na Argentina, em El Palomar, na região da Grande Buenos Aires, a temperatura registrada hoje foi a segunda menor desde o início das medições, em 1935: -7,4°C, só atrás dos -8°C de junho de 1967. 

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Nesta quarta-feira, onda de frio que atinge o Rio Grande do Sul e o restante do Cone Sul da América chegou ao ápice | abc+



Nesta quarta-feira, onda de frio que atinge o Rio Grande do Sul e o restante do Cone Sul da América chegou ao ápice

Foto: Paulo Pires/GES

Centenas de cidades gaúchas também tiveram mais um dia de temperaturas abaixo de zero. A menor ocorreu em Pinheiro Machado, na Serra do Sudeste, com -9,1°C, a menor deste ano no Estado. Em Novo Hamburgo, os termômetros do bairro Lomba Grande chegaram a marcar -1°C.

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Em Santa Catarina, o frio foi ainda mais extremo: mínimas excepcionalmente baixas no Planalto Sul, onde fez -9,7°C em Bom Jardim da Serra, -8,8°C em Painel e -8,1°C em São Joaquim.

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Mas até quando vai esse frio?

Segundo a meteorologista Estael Sias, da MetSul Meteorologia, para quem espera o alívio do ar gelado e a volta de temperaturas mais próximas do normal, há uma notícia boa e outra ruim. “Não deixa de fazer frio tão cedo no Sul do Brasil, mas o pior das baixas temperaturas já passou, especialmente no turno da tarde, e foi entre segunda-feira e esta quarta-feira”, afirma.

A previsão é que as temperaturas sigam baixas nas próximas noites, mas sem valores tão extremos como os observados nesta terça e quarta-feria. Isso porque a massa de ar frio enfraquece bastante, mas a atmosfera ainda deve permanecer resfriada.

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“Ocorre que nos próximos sete a dez dias, embora sem ar gelado presente como na primeira metade da semana, a atmosfera vai estar bastante seca no Sul do Brasil e o perfil atmosférico seco favorece resfriamento noturno maior durante a noite com vento calmo e escassa nebulosidade”, explica Estael.

Assim, em quase todos os próximos dez dias — ou todos —, os pontos de maior altitude do Estado (como na região de São José dos Ausentes, no Nordeste, e em Pinheiro Machado, no Sudeste) devem ter temperaturas negativas, assim como no Planalto Sul catarinense. Logo, ainda virão muitos dias com geada.

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“Como vai esfriar mais em superfície que em camadas superiores, o que caracteriza inversão térmica, bancos de nevoeiro serão frequentes e haverá uma brutal diferença de microclimas em áreas de relevo com mínimas até 5°C a 10°C menores em baixadas que, por exemplo, sobre um morro próximo”, ressalta a especialista.

No entanto, a mesma atmosfera seca que favorece maior resfriamento à noite, proporciona maior aquecimento diurno. Desta forma, nos próximos dias as tardes serão mais amenas, com máximas ao redor e acima de 20°C.

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