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ALERTA PARA PREVISÃO

Onda de tempestades: Chuva excessiva pode chegar a 300 mm em poucos dias no RS

Dois rios atmosféricos vão afetar o Rio Grande do Sul e outros dois países da América do Sul

Nadine Funck
Publicado em: 15/07/2026 às 13h:15 Última atualização: 15/07/2026 às 13h:22
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A América do Sul vai ser atingida por dois rios atmosféricos com previsão de chuva excessiva a extrema, tempestades severas e nevascas que podem acumular metros, causando transtornos e estragos em diferentes países. Um deles impactará o Rio Grande do Sul com acumulados de precipitação que podem chegar a 300 mm.

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Rios atmosféricos vão afetar o Rio Grande do Sul e o Chile | abc+



Rios atmosféricos vão afetar o Rio Grande do Sul e o Chile

Foto: MetSul

O que vai acontecer primeiro?

Segundo a MetSul Meteorologia, o primeiro vai se formar no interior do continente, acompanhando uma intensa corrente de jato em baixos níveis, transportando ar tropical quente da Bolívia e do Centro-Oeste do Brasil para as latitudes médias do continente.

Os meteorologistas Estael Sias e Luiz Nachtigall explicam que este corredor de umidade vai atuar nos próximos dias, especialmente a partir de quinta (16) e sexta (17), com precipitação excessiva e fortes a intensas tempestades no Centro e no Nordeste da Argentina, assim como no Uruguai e no Sul do Brasil.

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Chuva a partir de quando?

O avanço de ar muito quente com altas temperaturas no Rio Grande do Sul vai formar uma frente quente que trará chuva, isoladamente forte a intensa, acompanhada de temporais isolados, entre a tarde e a noite de quinta-feira (16).

No dia seguinte, esse sistema vai gerar instabilidade no oeste, no sul, em parte do centro e do leste gaúcho. Haverá instabilidade, com chance de precipitação localmente forte, além do risco de tempestades de vento e granizo.

Ainda de acordo com a MetSul, a frente vai passar a ser semi-estacionária no fim de semana, oscilando, ora para o sul, ora para o norte, com mais chuva e temporais no Rio Grande do Sul. Contudo, pelo movimento de oscilação da frente, ocorrerão momentos com sol e forte calor, especialmente na metade norte.

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O sistema deve permanecer quase estacionário entre o Rio Grande do Sul e o estado de Santa Catarina no começo da semana, trazendo ainda chuva que pode ser localmente volumosa e acompanhada de tempestades.

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A sequência de dias chuvosos deve seguir até, pelo menos, a metade da próxima semana, com acumulados altos a muito altos na maior parte das regiões gaúchas. Em algumas localidades, os meteorologistas pontuam que os volumes podem chegar ao dobro da média de julho inteiro em poucos dias.

Projeção mostra volumes excessivos de chuva

Dados analisados pelo portal de meteorologia indicam que os maiores volumes de chuva devem ser registrados entre o oeste, o noroeste, o centro e o sul do Estado. Várias cidades terão acumulados a partir de 100 mm, com alguns pontos marcando de 200 mm a 300 mm até metade da próxima semana. 

Acumulados de chuva em podem passar dos 300 mm | abc+



Acumulados de chuva em podem passar dos 300 mm

Foto: MetSul

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Segundo rio atmosférico traz chuva intensa e neve “de metros”

Enquanto o primeiro contribui para a onda de tempestades no Rio Grande do Sul, o segundo rio atmosférico avança pelo Pacífico e impactará o Chile e parte da Argentina. Estael e Nachtigall esclarecem que esse poderoso corredor de umidade, de categorias 4 e 5, irá castigar os chilenos com chuva extrema, ventos fortes e neve intensa na Cordilheira dos Andes, que pode acumular metros.

Alertas de fortes precipitações foram emitidos pela Direção Meteorológica do Chile (DMC), enquanto o governo reforçou as medidas preventivas diante da previsão “de um dos eventos meteorológicos mais importantes dos últimos anos na região central chilena”.

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Segundo a MetSul, o rio atmosférico fornecerá enorme quantidade de umidade proveniente do Pacífico, intensificando a chuva ao longo da costa, dos vales e das áreas da pré-cordilheira. Os especialistas colocam que o transporte contínuo de vapor favorecerá precipitações persistentes e acumulados excepcionalmente elevados em diversas localidades.

As projeções indicam que os maiores volumes de precipitação ocorrerão entre esta quarta (15) e quinta-feira (16), especialmente em Ñuble e Biobío. Em municípios como San Fabián de Alico, Cobquecura, Coihueco e Antuco, os acumulados poderão atingir entre 150 e 200 mm.

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Na região metropolitana do Chile, o sistema frontal deverá chegar durante a quinta-feira, fortalecendo-se com a atuação direta do rio atmosférico. A chuva persistirá durante a sexta-feira e poderá continuar ao longo do fim de semana, aumentando significativamente os volumes acumulados.

Se confirmadas, as condições climáticas fecharão estradas de montanha, reduzirão a visibilidade e dificultarão o tráfego nas passagens internacionais com a Argentina. Em função disso, o governo chileno ainda colocou em alerta diferentes órgãos públicos e mobilizou equipes de emergência em diversas regiões. Bombeiros, Forças Armadas, policiais e serviços públicos permanecerão em prontidão para responder rapidamente a eventuais ocorrências.

O Ministério da Educação determinou a suspensão das aulas na sexta-feira (17) nas regiões de Coquimbo, Valparaíso, Metropolitana, O’Higgins e Maule. A medida poderá ser ampliada conforme a evolução das condições meteorológicas e dos impactos observados durante o evento.

Entenda o que é um rio atmosférico

Um rio atmosférico é uma extensa faixa estreita de umidade na atmosfera que transporta enormes volumes de vapor d’água das regiões tropicais para latitudes mais altas. De acordo com a MetSul, impulsionado pelos ventos, o corredor de umidade pode se estender por milhares de quilômetros. Quando encontra montanhas ou sistemas de baixa pressão, o ar úmido sobe, resfria e produz chuva ou neve.

Os especialistas salientam que um rio atmosférico muito intenso pode causar chuva extrema, enchentes, inundações, deslizamentos de terra e nevascas volumosas. A intensidade do fenômeno depende da quantidade de umidade disponível e da circulação atmosférica, sendo monitorada de perto por meteorologistas pelos elevados riscos envolvidos.

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Rios atmosféricos vão afetar o Rio Grande do Sul e o Chile

Foto: MAPA

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