Junto com o primeiro dia do ano 100 de Novo Hamburgo, iniciamos nesta segunda-feira (6) uma jornada que tem seu ponto de partida um século atrás e vai até 5 de abril de 2027, quando o município completará cem anos como emancipado, sujeito de seu destino.

Foto: Fundação Scheffel
Movimentos pela emancipação hamburguense são registrados desde pelo menos 1916. O desenvolvimento econômico, aliado à ação política das lideranças locais, tanto na Câmara Municipal de São Leopoldo quanto na Assembleia Legislativa e junto ao governo do Estado, montavam o cenário em que a autonomia se fazia destino irreversível ao Segundo Distrito leopoldense.
As comemorações do centenário da imigração, em 1924, deram o tom deste movimento. A Exposição Comemorativa do Centenário e o início da construção do Monumento ao Imigrante são processos em que o protagonismo hamburguense se fez claro a quem quisesse ver.
Entre os líderes do movimento emancipacionista estavam os senhores da foto que ilustra este conteúdo. Da esquerda para a direita estão, em pé, Leopoldo Petry (primeiro intendente), José Martins e Carlos Dienstbach. Sentados estão Pedro Adams Filho, Jacob Kroeff Neto, Júlio Kunz e André Kilpp.

Foto: Fundação Scheffel
Mas que Novo Hamburgo era aquela de cem anos atrás? Esse questionamento vai nortear nosso caminho até a comemoração do centenário, daqui a um ano. Se hoje somos quase 250 mil pessoas vivendo por aqui, em 1926 eram pouco mais de 8 mil habitantes distribuídos entre os dois principais núcleos urbanos – Novo Hamburgo e Hamburgo Velho – e os arrabaldes semi-rurais que formavam nosso território, como Vila Nova, África, Mistura, Wiesenthal…
Foi esta cidade, muitas vezes irreconhecível aos nossos olhos, que o fotógrafo Max Milan registrou num álbum que nos traz testemunhos de quem éramos há cem anos e, por que não dizer, nos explicam muito sobre quem somos hoje. O especial publicado nesta segunda-feira pelo Jornal NH inaugura uma celebração histórica, em que memórias e futuros são compartilhados por uma cidade que renova diariamente seu presente, mas não esquece de onde veio.
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