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Pinhão mais caro? Entenda como a expectativa da safra que começa hoje pode impactar os preços

Emater aponta estimativas para a produção no Rio Grande do Sul

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Publicado em: 01/04/2026 às 11h:08 Última atualização: 01/04/2026 às 17h:59
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A temporada do pinhão tem início nesta quarta-feira (1º) no Rio Grande do Sul.

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Na Serra, principal região produtora, a Emater/RS-Ascar projeta uma safra menor do que a do ano passado e um preço um pouco superior.

Produto ligado à cultura e tradição da região, o pinhão tem um papel importante na composição da renda ou até mesmo no sustento das famílias que se dedicam ao seu extrativismo.

Safra deve ser de menos pinhão no Rio Grande do Sul | abc+



Safra deve ser de menos pinhão no Rio Grande do Sul

Foto: Rejane Paludo/EmaterRS-Ascar

A Serra Gaúcha, a região das Hortênsias e especialmente os Campos de Cima da Serra se caracterizam como os maiores produtores de pinhão do Estado.

Na safra 2025, foram colhidas em torno de 600 toneladas de pinhão. A previsão para este ano, porém, é de que a haja uma redução na colheita na maioria dos municípios da região.

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“As estimativas, baseadas nos estudos realizados pelos extensionistas em campo, com os extrativistas e entidades relacionadas à atividade, apresentam variações significativas entre os municípios. Portanto, é essencial aferir a informação com o avanço na colheita”, esclarece a engenheira florestal da Emater/RS-Ascar Regional de Caxias do Sul, Adelaide Juvena Kegler Ramos.

A expectativa é de uma diminuição na colheita, em percentuais que variam de 12,5% a 60%. Em contrapartida, em alguns municípios, como Caxias do Sul, prevê-se a manutenção dos índices da colheita anterior e, em Canela, um crescimento na produção de até 100% em relação à safra anterior.

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“A redução na safra se deve principalmente às condições climáticas durante o período de reprodução e crescimento do pinhão: secas recorrentes nos últimos anos e chuvas abundantes no final do inverno, juntamente com a alternância de produção, que é uma característica da espécie”, afirma a engenheira florestal.

As oscilações de produção da Araucária angustifólia são cíclicas. Como planta nativa, a espécie apresenta variações de produtividade, em média, a cada três anos.

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Previsões em municípios produtores

Normalmente, em anos de colheitas regulares, um dos maiores produtores é São Francisco de Paula, com uma produção anual estimada em 120 toneladas em safra normal.

Para este ano, a produção prevista é de cerca de 40 toneladas, ou seja, uma redução de mais de 60% em relação à safra anterior. O município conta com cerca de 160 famílias da agricultura familiar envolvidas na atividade de coleta e extração do pinhão.

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Em Cambará do Sul, com cem famílias envolvidas na atividade, apresenta uma estimativa aproximada de produção de 36 toneladas, 40% inferior à safra do ano passado;

Os municípios de Muitos Capões, Jaquirana, Bom Jesus, São José dos Ausentes, Monte Alegre dos Campos, Pinhal da Serra, Esmeralda e Vacaria, também têm atuação significativa na atividade e preveem diminuição na safra.

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O pinhão tem destaque ainda nos municípios de Gramado, Canela e Nova Petrópolis, onde faz parte da cadeia do turismo. Devido à natureza predominantemente informal da atividade, não é possível estimar com precisão o número de famílias envolvidas e a quantidade produzida.

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Na região de Passo Fundo, a safra está iniciando com normalidade de produção, com pinhas e pinhões bem formados. A colheita estimada a partir desta quarta-feira é de 130 toneladas. Os municípios que se destacam na produção de pinhão são Barracão, Caseiros, Capão Bonito do Sul, Mato Castelhano, Água Santa e Lagoa Vermelha.

Preços do pinhão em 2026

As estimativas de preços, segundo a Emater, variam conforme o município e a modalidade de comercialização, feita praticamente toda de forma informal e “in natura”.

Na Serra, o valor parte de R$ 5 ao quilo, no caso de produto entregue aos intermediários, até R$ 16 em supermercados, feiras e outros.

O beneficiamento da semente na forma de pinhão moído ou de paçoca agrega valor ao produto, que chega a R$ 20 ou R$ 30 o quilo.

O preço mínimo pago para o extrativista de pinhão neste ano, conforme a Portaria do Mapa (nº 868, de 01/12/25), é de R$ 4,63 por quilo.

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