Nesta semana, o Rio Grande do Sul deve enfrentar dias de muita chuva. Os índices da MetSul apontam ciclones formados no Oceano Atlântico e períodos constantes de instabilidade.
O cenário preocupa em diversas frentes, inclusive pela umidade e o possível surgimento de mofo e bactérias dentro das residências.

Foto: Isaías Rheinheimer/GES-Especial
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É sabido que dias seguidos de chuva resultam no aspecto úmido nas paredes, no teto e no piso de diferentes edificações.
Mas porque isso ocorre? E como evitar? Segundo a professora de Engenharia Civil e Arquitetura da Universidade Feevale, Daiana Arnold, este é um problema que deve ser pensado de maneira antecipada.
“Normalmente quando chove tentamos fechar tudo, e na verdade teríamos que deixar isso arejado, de preferência com ventilação cruzada. Nestes ambientes mal arejados e com intensa quantidade de umidade, existe uma proliferação (de microrganismos); prejudica muito a saúde de quem está habitando as edificações”, define Daiane.
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Conforme a professora, o processo de impermeabilização, que costuma ser ignorado durante o processo de construção de muitos imóveis, é um grande aliado para evitar a umidade em suas diversas formas.
Além disso e da manutenção de janelas e entradas abertas em dias de instabilidade, o uso de materiais antimicrobianos, como tintas específicas, contribuem para um espaço mais confortável.
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Formas de umidade
Conforme Daiana Arnold, que também leciona à frente do programa de pós-graduação em Tecnologia dos Materiais e dos Processos Industriais da Feevale, três causas de umidade: por condensação, infiltrações e capilaridade.
O primeiro ocorre quando há algum vapor de água dentro de casa, que entra em contato com uma superfície fria – parede e pisos, e traz a cena úmida. Com as infiltrações, janelas e portas mal vedadas são os vilões que permitem a entrada de água.

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“Quando um solo encharca muito, normalmente se não temos uma boa barreira de impermeabilização na base dessas edificações, essa água do solo começa a subir, entra dentro das edificações causando desplacamentos, bolhas e pode causar também mofo”, explica Daiana, sobre o terceiro causador da umidade, descrito como de capilaridade.
Combate a umidade
Caso a umidade atinja o imóvel, de nada adianta revestir o espaço afetado pelos microrganismos (mofo), sem antes resolver o problema.
“Normalmente, usamos soluções a base de hipoclorito de sódio, que passamos para tentar remover, porque precisamos eliminar esses microrganismos. Passamos essa solução, limpamos tudo e depois posso trabalhar com um novo revestimento, uma nova tinta”, conta a professora.

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Outro ação importante – esta, preventiva -, é a da impermeabilização do imóvel.
Durante sua construção, esse conceito deve ser obedecido desde o início das obras, evitando ou pelo menos minimizando impactos futuros.
“Se tivermos uma impermeabilização bem feita, com produtos compatíveis, técnicos, adequados, já da etapa das fundações, evitamos essa parte de infiltração. Os problemas de infiltração, são 90% evitados com uma boa impermeabilização desde a etapa das fundações”, aponta Arnold.
“População pode ficar tranquila”
Apesar dos dias subsequentes de chuvas, não há qualquer expectativa de inundações ou enchentes para o Rio Grande do Sul.
A definição é da meteorologista da MetSul, Estael Sias, que atribui essa afirmação aos poucos milímetros que devem afetar o estado, mas especialmente ao baixo nível dos rios.
“Com o nível do rio baixo, não há previsão de maiores problemas. O que pode acontecer, eventualmente, é ocorrer alagamentos, acúmulos de água dentro da cidade, uma rua que outra fica intransitável, mas depois essa água escoa e volta à normalidade. A população pode ficar tranquila, não há, nos próximos 10, 15 dias, qualquer risco (enchente) nesse sentido”, afirma Estael.