Mesmo com o fim do La Niña, o Rio Grande do Sul deve sentir os impactos da escassa precipitação até o fim de fevereiro, mês que pode marcar as maiores temperaturas deste verão e que teve início, nesta semana, com uma onda de calor.
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Foto: MetSul
A MetSul Meteorologia avalia que, em função da chuva muito acima da média, a tendência seja de agravamento do quadro de escassez hídrica no curto prazo e perda de umidade do solo. Essa falta de precipitação já havia sido alertada no ano passado, em função do resfriamento do Pacífico.
A meteorologista Estael Sias exemplifica a déficit hídrico registrada nesta terça (3) em Bagé, que passa por episódios de falta de água em verões de pouca chuva. Em janeiro, a cidade registrou 47 milímetros, o que é considerado muito abaixo da média.
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Ainda de acordo com o porta de meteorologia, produtores rurais destacam que a deficiência de chuva se agravou depois de 10 de janeiro e que os efeitos da estiagem são mais sentidos em áreas mais ao sul gaúcho, no extremo sul do e na Campanha. Em locais da metade sul no entorno da Lagoa dos Patos, o cenário é mais favorável. No entanto, a chuva irregular traz preocupação em municípios do centro ao oeste do Estado.
Nesta semana, as máximas podem passar dos 40°C, o que, aliado à falta de chuva, causa a evapotranspiração do solo e acelera a perda de umidade, elevando, mesmo que breve, o risco de estiagem. Uma frente fria deve alcançar o Rio Grande do Sul no fim de semana, mas sem volumes muito relevantes, já que o episódio será irregular.