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CLIMA

Saiba o que acontece com o fim do La Niña e por que começa contagem regressiva para El Niño

Meteorologistas afirmam que NOAA deve oficializar fim de La Niña em breve

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Publicado em: 27/01/2026 às 16h:38 Última atualização: 27/01/2026 às 16h:38
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O episódio breve e de baixa intensidade de La Niña chegou ao fim após quase quatro meses da confirmação do fenômeno. A avaliação é da MetSul Meteorologia, que acredita que a Agência Nacional de Oceanos e Atmosfera (NOAA), dos Estados Unidos, deve oficializar nos próximos dias o começo do período de neutralidade nas águas do Oceano Pacífico Equatorial.

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La Niña chega ao fim | abc+



La Niña chega ao fim

Foto: NASA

O último boletim emitido pela NOAA nesta terça-feira (27) já apontava para faixa de neutralidade (-0,3°C), segundo o portal. “Uma semana com anomalias em patamar de neutralidade não seria suficiente, em tese, para decretar o fim de um evento de La Niña, mas considerando a presença de águas mais quentes abaixo da superfície emergindo para a superfície não enxergamos como o oceano possa retomar um processo de resfriamento”, explica a meteorologista Estael Sias.

Isso não significa que as chuvas aumentarão no Estado, que sofre com a seca proveniente de La Niña. Estael afirma que a precipitação seguirá irregular e que a região da metade sul é a que mais preocupa.

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Neutralidade

Não se passa direto de um La Niña par El Niño, por isso, a fase seguinte ao fim de um desses fenômenos é a de neutralidade. “Muitas vezes neutralidade no sinal das águas do Pacífico é confundida com normalidade, até por meteorologistas, mas são situações distintas. Neutralidade não é normalidade. Quando o Pacífico Equatorial está neutro, podem ocorrer extremos comuns aos sinais tanto de El Niño como de La Niña”, pontua a meteorologista.

Chance de El Niño

Conforme projeções e modelos de clima e oceânicos de longo prazo, as próximas estações podem ser de instalação de um El Niño. Entre o fim do verão e o começo do outono poderá ocorrer um acentuado aquecimento das águas nas costas do Peru e do Equador, o que caracterizaria um fenômeno costeiro. 

Entre maio e junho, o aquecimento seria mais abrangente na faixa equatorial e poderia se instalar um El Niño clássico e global. A MetSul explica ainda que as projeções da Universidade de Columbia, de Nova York, indicam para o trimestre de março a maio 5% de probabilidade de La Niña, 88% de neutralidade e 7% de El Niño. No trimestre de abril a junho, 3% de probabilidade de La Niña, 72% de neutralidade e 25% de El Niño.

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No trimestre de maio a julho que encaminha o inverno, 6% de chance de La Niña, 58% de neutro e 36% de El Niño. De junho a agosto, o de inverno, 6% de probabilidade de La Niña, 46% de neutralidade e 48% de El Niño.

No trimestre de julho a setembro, importante para a safra de inverno e o trigo, 7% de probabilidade de La Niña, 42% de neutralidade e 51% de El Niño. Já no trimestre de agosto a outubro, que cobre já dois terços da primavera climática, 11% de La Niña, 41% de neutralidade e 48% de probabilidade de El Niño. Por fim, no trimestre de setembro a novembro, o da primavera na climatologia, 13% de La Niña, 37% de neutro e 50% de El Niño.

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“Os especialistas têm muita cautela com projeções para o Pacífico no fim do verão e no outono. Entre março e junho há o que se denomina de “barreira de previsibilidade” nas projeções para o Pacífico com confiabilidade baixa dos modelos. Agora, à medida que se sai de tal barreira, estas projeções se tornam mais confiáveis e os indicativos são de El Niño pela grande maioria das simulações”, esclarece Estael.

 

 

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