O Rio Grande do Sul enfrentou cinco dias seguidos de temperaturas negativas entre o fim de junho e o começo de julho – isso sem contar as madrugadas geladas registradas entre maio e o último mês.
Nesta semana, a menor mínima do ano foi alcançada em Pinheiro Machado, com -9,1°C no começo da quarta-feira (2). No entanto, a massa de ar polar que causou a quarta onda de frio no Estado enfraqueceu, o que não significa o fim das temperaturas baixas, mas o retorno com máximas mais amenas na Região Sul do Brasil, muito castigada por marcas rigorosas nos últimos dias.
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Foto: MetSul
A MetSul Meteorologia indica que os gaúchos terão, na próxima semana, sequências de tardes com temperaturas significativamente mais altas do que as registradas nos primeiros dias de julho, quando municípios permaneceram com máximas abaixo dos 10°C.
O que o mapa mostra (imagem acima) é a anomalia de temperatura máxima. Segundo o portal de meteorologia, a América do Sul deve registrar marcas perto ou acima da média esperada nos próximos sete dias.
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De acordo com a climatologia histórica, pela série 1991-2020, a temperatura máxima média de julho em Porto Alegre é de 19,7ºC, ou seja, as próximas tardes terão marcas em torno ou pouco acima da média histórica.
Amplitude térmica
Apesar disso, com o perfil seco da atmosfera e o tempo mais aberto com menor ou escassa cobertura de nebulosidade, haverá amplitude térmica, com noites e madrugadas frias no Estado. Por isso, os meteorologistas afirmam que será longa a sequência de dias com mínimas abaixo de zero.
“Por isso, o mesmo modelo que indica marcas mais altas durante a tarde aponta que a temperatura vai seguir abaixo e perto da média na maior parte do Sul e do Sudeste do Brasil nas mínimas do dia, que ocorrem no final da madrugada e ao amanhecer”, explica a MetSul.