Um protesto antirracista foi realizado na tarde deste sábado (21), em frente ao Instituto Estadual Seno Frederico Ludwig, no bairro Canudos, em Novo Hamburgo. A manifestação, organizada por amigos e familiares, ocorreu em apoio a um estudante de 11 anos, vítima de injúria racial dentro da sala de aula.
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Segundo a mãe do menino, as ofensas começaram ainda no ano passado, mas se intensificaram no início de junho. No dia 6, uma professora flagrou uma situação de racismo e comunicou a família por meio de um bilhete. Foi a partir desse episódio que os responsáveis tiveram conhecimento da continuidade das agressões.
A mãe registrou um boletim de ocorrência e relata que, desde então, o filho não conseguiu retornar à escola por se sentir desconfortável em dividir o espaço com uma das colegas envolvidas no caso. A mobilização em frente à instituição cobra medidas mais firmes de combate ao racismo e a transferência de turno da segunda aluna apontada como autora das ofensas.
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De acordo com a família, a estudante que proferiu as ofensas presenciais foi suspensa e transferida de turno. No entanto, uma amiga dela, após serem separadas, teria passado a enviar mensagens discriminatórias pelas redes sociais. Um segundo boletim de ocorrência foi registrado para denunciar as mensagens. A mãe do menino reforça o pedido para que essa aluna também seja transferida.
A família também solicita apoio psicológico para a vítima, que, segundo a mãe, está emocionalmente abalada. “Ele não se sente bem. Isso abalou toda a família. Precisamos de apoio psicológico e a escola disse que não pode nem nos encaminhar, por ser uma escola municipal”, afirmou. Ela também reforça que não considera a saída do filho da escola como uma opção: “Ele não vai sair da escola, ele é a vítima de tudo isso que está acontecendo”, disse.
Posição da escola
Em nota, o diretor da instituição declarou que “todas as medidas cabíveis já foram adotadas em conformidade com as orientações do Conselho Tutelar” e que, por se tratar de crianças protegidas pelo Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA), a escola optou por medidas educativas, e não punitivas.
Ainda segundo a escola, o caso está sendo tratado há duas semanas, com todas as instâncias pertinentes informadas, incluindo o Conselho Tutelar.
“A escola já adotou todas as providências necessárias dentro de sua competência. Se houver necessidade de novas ações, o Conselho Tutelar será consultado para orientação adicional”, informou destaca o diretor da escola, José Silon Ferreira.
A direção da escola também destacou que há um impasse em relação à aceitação das medidas educativas por parte da família e que aguarda orientação dos órgãos competentes para dar continuidade ao caso.