Diferentes fatores, que atuam ao mesmo tempo, trazem chuva para o Rio Grande do Sul nesta semana. Apesar dos rios em elevação, devido aos altos volumes registrados nos últimos dias, a instabilidade já tem data para se afastar do Estado. A precipitação seguirá nesta quinta (19) e na sexta-feira (20). A partir do sábado (21), a tendência é de tempo firme.

Foto: Paulo Pires/GES
CLIQUE AQUI PARA ENTRAR NA COMUNIDADE DO ABCMAIS NO WHATSAPP
Segundo a MetSul Meteorologia, o RS terá mais dois dias de tempo instável. Hoje, feriado de Corpus Christi, a chuva vai se concentrar na faixa central do Estado e na metade norte gaúcha. Na metade sul, não chove na maioria das cidades.
Na sexta-feira, uma área de baixa pressão vai avançar de oeste para leste e trará chuva para todas as regiões do Estado. Ainda pode chover forte no decorrer do dia. No fim do dia, ar mais seco e frio começa a ingressar pelo Noroeste.
O sábado será um dia com predomínio do tempo firme e o sol nas cidades gaúchas. No domingo, sob ar mais seco e de alta pressão, o sol predomina.
Os fatores responsáveis pelo atual episódio de chuva no RS
A MetSul explica que o principal fator responsável pela chuva no Rio Grande do Sul é um bloqueio atmosférico. Por conta do bloqueio, frentes frias não conseguem avançar para os demais estados do Sul do Brasil. Desta forma, a chuva se concentra no território gaúcho.
“A frente fria que chegou ao Rio Grande do Sul não consegue furar o bloqueio e passou à condição de semi-estacionária sobre o Rio Grande do Sul, despejando chuva por dias seguidos quase na mesma área e com muito altos volumes”, afirma a MetSul.
CONFIRA: População deve evitar pegar a estrada no feriado de Corpus Christi, orienta CRBM
Além do bloqueio, uma corrente de jato em baixos níveis da atmosfera atua no Estado e transporta ar quente, alimentando a formação de nuvens muito carregadas com temporais e chuva forte.
CLIQUE AQUI PARA RECEBER NOSSA NEWSLETTER
Outro fator é a presença de duas massas de ar com características distintas: uma quente ao norte e outra fria ao sul. “Há, assim, uma condição de diferença de temperatura (gradiente térmico) que estimula a instabilidade sobre o território gaúcho”, destaca a MetSul.