O período do Natal de 2024 foi marcado por uma tragédia que chocou o Rio Grande do Sul. Maida Berenice Flores da Silva, 58, a irmã Neuza Denize dos Anjos, 65, e a filha Tatiana Denize dos Anjos, 43, morreram após comerem um Bolo de Reis em uma confraternização em família em Torres, no litoral norte, dois dias antes do feriado. Dias depois, a Polícia descobriu que Deise Moura dos Anjos, 42, colocou arsênico na farinha usada pela sogra, Zeli Terezinha dos Anjos, para fazer o doce.

Foto: Polícia Civil/Reprodução
Ela também foi apontada como a responsável pela morte do sogro, Paulo Luiz dos Anjos, que faleceu em setembro do ano passado. Deise foi encontrada morta dentro da Penitenciária Feminina de Guaíba em fevereiro deste ano, dias antes da conclusão do inquérito policial.
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Estado teve 3.278 casos de envenenamento na última década
Nesta semana, a Associação Brasileira de Medicina de Emergência (Abramede) divulgou um levantamento sobre os atendimentos realizados pelo Sistema Único de Saúde (SUS) relacionados a envenenamentos que evoluíram para internação, em alguns casos com morte.
Entre 2015 e 2024, foram 3.278 casos no Rio Grande do Sul. Somente no ano passado, foram 378, superando todos os anos anteriores.
Além disso, o RS foi o quinto Estado com maior número de envenenamentos em 2024, ficando atrás somente de São Paulo (1.104), Minas Gerais (609), Paraná (526) e Pará (396).
Nos últimos dez anos, o SUS registrou 45.511 atendimentos em prontos-socorros relacionados a envenenamentos. Do total, 3.461 pacientes internados sofreram intoxicação proposital, causada por terceiros. Os demais foram acidentais ou indeterminados.