Começaram nesta terça-feira (1º) as obras de recuperação do pavimento da RS-239, no trecho entre Novo Hamburgo e Sapiranga. A intervenção atende a uma reivindicação antiga de motoristas e da classe política, especialmente de prefeituras ligadas à Associação dos Municípios do Vale Germânico (Amvag), que apontavam os problemas da rodovia como fator de risco para acidentes e prejuízos à segurança viária.

Foto: Isaías Rheinheimer/GES-Especial
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As equipes da Empresa Gaúcha de Rodovias (EGR) iniciaram os trabalhos na altura do viaduto de acesso a Estância Velha, no sentido Estância Velha–Sapiranga. Esse primeiro trecho terá aproximadamente 10 quilômetros de extensão, entre os quilômetros 14 e 24, até o posto do Comando Rodoviário da Brigada Militar (CRBM), em Sapiranga. Após a conclusão dessa etapa, o serviço será executado no sentido contrário, de Sapiranga para Estância Velha.
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Segundo a EGR, o trabalho consiste em um recapeamento completo da pista, com fresagem do asfalto atual e aplicação de nova camada de pavimento. No entanto, o diferencial da intervenção está na realização de reparos profundos nos pontos mais críticos da rodovia, especialmente em locais com falhas de drenagem e recorrência de buracos e erosões.
“Esses reparos (profundos) consistem na escavação de aproximadamente 50 centímetros da base da pista, com substituição completa do material comprometido e reestruturação do sistema de drenagem”, explica o diretor-presidente da EGR, Luís Fernando Vanacôr.
Ele destaca que a definição dos pontos que recebem esse tipo de correção ocorre em campo, com avaliação técnica dos engenheiros da empresa, que analisam a gravidade das falhas detectadas durante a obra.
Dois pontos já receberam reparos profundos em Novo Hamburgo
No primeiro dia de atividades, nesta terça-feira, dois pontos na altura do quilômetro 14, próximos à construtora Pavicon, já foram abertos para a realização de reparos profundos. Um desses locais registrava grandes acúmulos de água nos períodos chuvosos, representando risco aos motoristas. A EGR garante que nos locais em que forem realizados reparos profundos, os buracos são abertos e fechados no mesmo dia.

Foto: Isaías Rheinheimer/GES-Especial
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Ainda nesta semana, ou mais tardar na próxima, a empresa contratada para executar o serviço iniciará o processo de recapeamento do trecho, com intervenções a cada 300 metros. Por isso, os motoristas que utilizam a rodovia rotineiramente devem enfrentar problemas pontuais no decorrer das próximas semanas, pois, para a execução das obras são realizados estreitamentos de pista, que podem provocar retenções de veículos especialmente nos horários de pico.
O investimento previsto pela EGR é de R$ 12 milhões para a recuperação de todo o trecho entre Novo Hamburgo (km 14) e Riozinho (km 88), com prazo estimado de 12 meses. A empresa também avalia prorrogar os trabalhos, conforme a disponibilidade de recursos e o avanço das frentes de obra.
Vanacôr lembra que, além do pavimento, a EGR também tem realizado melhorias na sinalização da rodovia, em parceria com o CRBM, com foco nos pontos com maior registro de acidentes e nas travessias de pedestres. Ele cita, como exemplo, a instalação de um redutor eletrônico de velocidade em Novo Hamburgo, no acesso à Estrada Germano Friedrich, implantado após diálogo com a prefeitura e com base em experiência semelhante no km 31, em Sapiranga.
Presidente da EGR fala sobre o futuro dos retornos perigosos da rodovia
Sobre os dispositivos de retorno ao longo da rodovia, o presidente da EGR reconhece que muitos acabaram se transformando em acessos improvisados aos bairros, o que aumentou os riscos de colisões. Ele ressalta que essa realidade tem sido levada em conta no contexto do Programa de Concessões do Estado, que prevê alterações mais estruturais para esses pontos no futuro.
“O que temos hoje é uma rodovia que praticamente virou uma avenida intermunicipal, com ocupação urbana densa em toda a sua extensão. Isso exige adaptações, e a EGR está atenta a essas transformações”, afirma Vanacôr.
Obras atendem a demandas de prefeitos da região
Embora as obras façam parte de contratos rotineiros de manutenção, Vanacôr reconhece que as intervenções também são uma resposta às frequentes solicitações de prefeitos e lideranças regionais, bem como aos alertas do CRBM sobre as condições da rodovia. “Temos equipes técnicas que monitoram a rodovia diariamente, mas o alerta dos municípios é importante para reforçar a prioridade de determinados trechos”, destaca.

Foto: EGR/Divulgação
Os problemas da RS-239 são uma preocupação constante para os prefeitos da região, que têm cobrado melhorias por meio da Associação dos Municípios do Vale Germânico (Amvag). O presidente da entidade e prefeito de Lindolfo Collor, Gaspar Behne, afirma que a associação mantém um diálogo aberto com a EGR, que tem respondido com agilidade e cuidado às demandas, inicialmente com a instalação de um redutor de velocidade no acesso à Estrada Germano Friedrich e, agora, com a recuperação do pavimento.
“Mesmo que emergenciais e paliativas, essas intervenções são importantes e impactam diretamente na mobilidade das pessoas. Sabemos que melhorias mais definitivas e estruturais dependem da concessão da rodovia, mas, enquanto isso não se concretiza, é fundamental haver respostas como esta às reivindicações dos prefeitos, que representam os cidadãos que utilizam a via diariamente”, enfatiza Behne.
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