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SAÚDE

RS confirma surtos de meningite e recomenda vacinação de reforço para crianças

Imunizante está disponível gratuitamente nas unidades do SUS

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Publicado em: 24/10/2025 às 18h:09 Última atualização: 24/10/2025 às 18h:09
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A Secretaria da Saúde do Rio Grande do Sul recomendou dose de reforço da vacina meningocócica ACWY para crianças entre 12 meses e 5 anos em Pelotas e Canguçu. A medida foi anunciada nesta quinta-feira (23) após a confirmação de um novo surto de doença meningocócica em Pelotas e casos isolados na cidade vizinha.

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O imunizante está disponível gratuitamente nas unidades do SUS.

Vacina contra meningite ACWY | abc+



Vacina contra meningite ACWY

Foto: Geovana Albuquerque/Agência Saúde DF

O Centro Estadual de Vigilância em Saúde (Cevs) atualizou o alerta epidemiológico depois que Pelotas registrou dois novos casos de infecção pelo tipo C, que somados a um terceiro detectado em agosto caracterizam um surto. As três ocorrências foram identificadas em menos de três meses, sem relação entre si. Em setembro, a cidade já havia confirmado outro surto causado pelo tipo Y, também com três casos.

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A orientação para reforço vacinal tem caráter temporário e visa ampliar a proteção contra os principais tipos da bactéria causadora da doença. A recomendação é específica para crianças que já receberam anteriormente uma dose de reforço com a vacina meningocócica C.

Em Pelotas, os casos pelo tipo Y afetaram pessoas de 5 meses a 72 anos, enquanto os do tipo C foram registrados em indivíduos entre 24 e 59 anos. Canguçu confirmou dois casos do tipo Y, quantidade que não configura surto, pois são necessárias pelo menos três ocorrências.

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Os dois municípios pertencem à 3ª Coordenadoria de Saúde, na região Sul do Estado. Pelotas também registrou um caso pelo tipo C em maio, não incluído na contagem do surto atual por ter ocorrido fora do intervalo considerado.

Casos no RS

O Rio Grande do Sul já contabiliza 62 casos e oito mortes em 2025, superando os números de 2024, quando foram registrados 53 casos e sete óbitos. As ocorrências deste ano estão distribuídas em 14 das 18 coordenadorias regionais de saúde, com predominância do sorogrupo B (41,9%), seguido pelos sorogrupos C (22,6%) e Y (20,9%).

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Em 2024, os registros aconteceram em 10 coordenadorias, com o sorogrupo C sendo o mais prevalente (39,6%), seguido pelo B (30,2%) e pelo Y (13,2%). Além de Pelotas, Bento Gonçalves também identificou um surto este ano, com três casos confirmados entre julho e agosto, todos causados pelo sorogrupo B.

Orientações e vacinação

A SES orienta que pais e responsáveis por crianças menores de 5 anos em Pelotas e Canguçu procurem a unidade de saúde mais próxima para verificar a situação vacinal e avaliar a necessidade da dose de reforço. Adolescentes entre 11 e 14 anos também devem realizar a vacinação com a meningocócica ACWY, disponível gratuitamente pelo SUS.

O esquema vacinal disponível no Sistema de Imunização inclui a vacina meningocócica C para crianças de 3 e 5 meses (primeira e segunda doses), reforço com a meningocócica ACWY aos 12 meses, e dose única da ACWY para adolescentes de 11 a 14 anos.

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A vacina meningocócica C foi incorporada ao calendário infantil do Programa Nacional de Imunizações em 2010. A ACWY começou a ser oferecida para adolescentes a partir de 2020. Desde julho deste ano, o reforço aos 12 meses passou a ser feito com a vacina ACWY, substituindo a meningocócica C.

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O Cevs orienta os serviços de saúde a manterem atenção redobrada para identificar casos suspeitos. As principais medidas incluem detecção precoce, manejo clínico adequado e quimioprofilaxia para contatos próximos, preferencialmente nas primeiras 24 horas após a identificação do caso.

Contatos próximos, como familiares, colegas de quarto ou profissionais de creche, devem receber medicação preventiva mesmo que já tenham sido vacinados.

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Sintomas

A população deve buscar atendimento médico imediato ao surgimento de sintomas, especialmente se forem súbitos. Os principais sinais incluem febre alta repentina, dor de cabeça intensa, rigidez na nuca, náuseas, vômitos, sensibilidade à luz, sonolência, confusão mental, manchas vermelhas ou roxas na pele e convulsões.

Em crianças menores de dois anos, os sinais incluem irritabilidade, choro persistente e abaulamento da moleira. É recomendado levar a caderneta de vacinação ao serviço de saúde.

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