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São Leopoldo ainda busca recolher entulhos da inundação de maio

Semurb afirma necessidade de recursos; prefeito Heliomar Franco busca a verba em Brasília

Publicado em: 13/02/2025 às 03h:00 Última atualização: 13/02/2025 às 07h:43
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Os rastros da grande inundação de 2024 ainda podem ser vistos pela cidade. Passados nove meses, toneladas de lixo domiciliar ainda são recolhidas após serem depositadas pelas ruas do município. A secretária municipal de Mobilidade e Serviços Urbanos, Cladis Magnani, diz que só na primeira semana de fevereiro (entre os dias 1º e 7) foram recolhidas 2.240 toneladas de entulhos pela cidade. No mês de janeiro, o total foi de 12.880 toneladas.

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Toneladas de entulhos foram recolhidas na Chácara dos Leões



Toneladas de entulhos foram recolhidas na Chácara dos Leões

Foto: Douglas Dalua/ Prefeitura de São Leopoldo

Conforme a pasta, parte disso se deve a solicitações pendentes de 2024. “Ainda estamos recolhendo muitos entulhos não recolhidos pela antiga gestão. Havia muitos protocolos de 2024 que não foram atendidos até 31 de dezembro”, afirma Cladis.

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Só na localidade da Chácara dos Leões, no bairro Santos Dumont, foram tiradas 520 toneladas que estariam lá desde a enchente. Durante o período pós-cheias, em 2024, os entulhos recolhidos pelos locais atingidos foram deixados temporariamente em pontos provisórios, como nas avenidas Mauá e Imperatriz. “Isso foi feito para agilizar o recolhimento e descarregamento dos entulhos. Depois, esse material foi transbordado para o local licenciado”, afirma Cladis.

“No ano passado, foi destinada uma parte desses entulhos, custo que foi pago com recurso federal. O restante dos entulhos não foram destinados por falta de orçamento”, continua. No início de dezembro de 2024, o Ministério da Integração e do Desenvolvimento Regional (MIDR) autorizou o repasse de R$ 33,3 milhões ao município para ações de resposta às cheias.

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Segundo Cladis, a verba recebida no final de dezembro de 2024 já foi aplicada no pagamento do transporte dos itens e destinação dos entulhos. “Os orçamentos recebidos em 2024 para a destinação destes entulhos precisam ser revistos e buscado recurso federal.”

Prefeito em Brasilia

Ontem, em Brasília, o prefeito Heliomar Franco, que participa do Encontro de Novos Prefeitos, teve mais um dia de reuniões para tratar de recursos para a cidade. E uma das pautas no Ministério da Integração e do Desenvolvimento Regional foi exatamente de recursos pendentes de 2024, referentes à limpeza urbana do pós-enchente. Seriam cerca de R$ 17 milhões e mais R$ 15 milhões para limpeza de cerca de 130 mil metros cúbicos de lixo e entulhos que restaram após as cheias, que ainda precisam ser levados a destino final autorizado pela Fepam.

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“O assunto será avaliado e, nos próximos dias, haverá nova reunião no ministério para definição. Esse tema é importante para nossa comunidade, é imensa a quantidade de lixo que ainda têm nas ruas, trazendo problemas de saúde e mobilidade”, afirma Heliomar.

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Lixo irregular

Há também o lixo que não faz parte do pós-enchente, mas que, por um aparente entendimento que esse recolhimento de entulhos pelas ruas pelo município seria um novo normal, segue sendo descartado de forma incorreta. “Não temos um mapeamento (da quantidade que ainda precisará ser removida), porque as pessoas estão descartando diariamente entulhos”.

 

“Há muitos bairros que não foram afetados pela cheia mas que encontramos uma quantidade enorme de lixo descartado de forma irregular”, coloca Cladis.

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Foram mais de 300 mil toneladas de entulhos

Em dezembro do ano passado, a Prefeitura de São Leopoldo (no caso, a gestão anterior) havia divulgado o recolhimento de aproximadamente 300 mil toneladas de resíduos diversos resultantes da grande inundação de maio. Este material, segundo o governo, seria descartado em aterros de São Leopoldo e Gravataí.

Segundo o ex-prefeito Ary Vanazzi, em resposta às pendências na sua gestão, mais de mil trabalhadores e 300 máquinas foram envolvidas no trabalho em 2024, porém, as demandas remanescentes são responsabilidade da gestão atual.

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Em 2024, o problema do acúmulo de descartes irregulares de lixo e entulhos (que não eram mais das cheias) nas ruas da cidade e terrenos baldios era apontado pelo setor de Limpeza da Prefeitura como recorrente, criando vários focos de lixo na cidade.

Crime ambiental

O descarte irregular de lixo extra domiciliar, como pneus, móveis, restos de podas e entulhos de construção civil é crime ambiental (Lei 9.145/2019). De acordo com o prefeito Heliomar Franco,o Município mantém o diálogo com a população atingida pelas enchentes para auxiliar no descarte enquanto vigorar o Decreto de Calamidade Pública no Rio Grande do Sul, prorrogado em dezembro do ano passado até 11 de março deste ano.

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“A Prefeitura é uma aliada das pessoas que querem limpar suas casas e retornar à sua rotina, então elas devem procurar o setor de limpeza urbana. Muitas dessas pessoas não têm capacidade econômica para contratar um papa entulho”, diz o prefeito. Pessoas afetadas pela enchente podem solicitar a remoção dos entulhos pelo número 156 – mesmo telefone em que podem ser denunciadas as irregularidades.

Pontos para se fazer descartes

Entreposto da Feitoria Na Avenida Feitoria, 3.561 (ao lado do Residencial Minuano). Horário: Segunda à sábado, das 8h30 às 11h30 e das 12h30 às 16h30.

Entreposto da Scharlau Na Rua Leopoldo Albino Scherer, 430. Horário: Segunda à sexta-feira, das 7h30 às 12h e das 13h às 16h15; e sábado das 7h30 às 12h e das 13h às 16h15.

Entreposto do bairro Duque de Caxias Na Rua Nereu Ramos, 371, esquina com Porto Velho (próximo à escola Professora Helena Câmara). Horário: Segunda à sábado das 8h30 às 11h30 e das 12h30 às 16h30

Telefone para contato sobre entrepostos: (51) 2200-0321 E-mail: limpeza.publica@ saoleopoldo.rs.gov.br.

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