A estiagem que assola o Rio Grande do Sul, unida à onda de calor extremo registrado nos últimos dias e a consequente diminuição do nível dos rios têm trazido preocupação para as comunidades e operadoras de saneamento da região.
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Foto: Renata Strapazzon/GES-Especial
Em São Leopoldo, o Serviço Municipal de Água e Esgotos (Semae) monitora o nível do Rio dos Sinos, especialmente na Elevatória de Água Bruta (EAB), onde é feita a captação de água para o abastecimento da população.
Conforme a régua da estação telemétrica da Agência Nacional de Águas e Saneamento Básico (ANA), que fica na altura da Rua da Praia, no bairro Rio dos Sinos, o rio estava em 66 centímetros no início da tarde desta terça-feira (11). No ponto onde fica a EAB, no bairro Pinheiro, o nível está em 1,40 metro.
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Sem racionamento
“A nossa estação de captação de água tem um nível de segurança e a gente consegue captar estando em até 50 centímetros”, disse o diretor-geral do Semae, Gabriel Dias, mencionando que o nível não chegou a menos de 1,40 metro nesse verão.
“Mas preocupa, porque um período muito longo sem chuvas pode, sim, gerar uma diminuição do nível do rio e isso a gente tem que trabalhar sempre na perspectiva de não deixar faltar água na casa das pessoas”, salientou.
O gestor também refutou a possibilidade de racionamento. “Não há hipótese, com as condições de hoje, de haver racionamento”.
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Apelo por consciência no uso da água
Gabriel Dias também reforçou o apelo para que a população use água de forma consciente. “Independente do período que a gente esteja, acho que o uso adequado dos recursos hídricos é essencial pra quem está vivendo num mundo hoje com tanta mudança climática. A gente precisa ter a consciência de que toda água que a gente desperdiça vai faltar em algum outro ponto. Então, é importante evitar gastos excessivos”, destacou.
“Tem ações específicas que a gente está pedindo pras pessoas não fazerem, como lavar carro, lavar a calçada com mangueira, porque isso tudo tem um desperdício de água. O uso adequado e consciente pode garantir o fornecimento ininterrupto e contínuo durante todos esses períodos de mudanças climáticas que a gente está vivendo”, acrescentou o diretor-geral. “Que a gente possa ter essa consciência coletiva, enquanto comunidade, de fazer uso racional dos nossos recursos hídricos”, concluiu.