A chuva parou e os rios começaram a apresentar sinais de estabilidade e lento declínio nas cidades da região. Mesmo assim, os municípios seguem monitorando a situação e mobilizados para prestar assistência a seus moradores.
Caso de Sapucaia do Sul, onde o nível do Rio dos Sinos chegou a marcar 5,25 metros nesta segunda-feira (23) – no início da noite, a medição apontou declínio: 5,17m às 18h, conforme a Prefeitura. Por lá, segundo a Secretaria Municipal de Proteção e Desenvolvimento Social (Smds), dois abrigos seguem disponíveis para receber famílias que precisem sair de casa.
Cadeirante, Martinho Nunes, 61 anos, teve ajuda da Defesa Civil para sair de casa no bairro Fortuna, que teve ruas invadidas pela água
Foto: Priscila Carvalho/GES-Especial
Assistência
Porém, apenas o que foi montado no Ginásio de Esportes da Escola Otaviano Silveira, no bairro Fortuna, foi utilizado por enquanto. Na noite do domingo (22), duas famílias foram conduzidas ao local. Durante esta segunda-feira, mais moradores pediram auxílio e, até o início da noite de hoje, 28 pessoas estavam abrigadas no ginásio.
“É servido café da manhã, almoço, café da tarde e janta para as pessoas que estão acolhidas aqui. Temos também assistência médica e pedagógica, com as secretarias de Saúde e Educação. Psicólogos e assistentes sociais também estão aqui o tempo todo, durante o dia e à noite também”, destacou o titular da Smds, Evandro Salermo.
Os animais dos moradores também foram retirados e os acompanham, com apoio da Secretaria de Meio Ambiente.
Moradores que precisem de ajuda, podem contatar a prefeitura através dos telefones: (51) 99594-0022 (Secretaria de Desenvolvimento Social) ou (51) 99440-0472 (Defesa Civil).
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Abrigo foi montado no ginásio Otaviano Silveira, em Sapucaia do Sul
Foto: Priscila Carvalho/GES-Especial
Abrigo montado no ginásio Otaviano Silveira, em Sapucaia do Sul, recebe famílias que saíram de casa pelo avanço das águas
Foto: Priscila Carvalho/GES-Especial
Com receio, moradores preferiram sair de casa
Morador ribeirinho, José Laerte Pereira, 67 anos, saiu de casa com ajuda da Defesa Civil ainda na noite do domingo, acompanhado de seus três cachorros: Bob, Preto e Fofão. “Moro sozinho, sou doente. Peguei só umas roupas, cobertas e meus cachorros”, contou ele, que vive no bairro há oito anos: “Já vi inúmeras enchentes aqui”.
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No fim da manhã desta segunda, o morador Martinho Nunes, 61 anos, que é cadeirante, também solicitou ajuda da Defesa Civil para sair de sua casa, na Rua Sebastião Faut, no bairro Fortuna, que já tinha trechos inteiros tomados pela água. “Eu pedi pra sair, porque acho que não vai entrar água dento de casa, mas minha mulher ficou com medo, então achei melhor sair”, comentou o homem, enquanto era levado para a casa do filho.
Parte da Rua da Praia e da Rua das Camélias, além de alguns pontos do Loteamento São Geraldo, no bairro Feitoria, seguem inundados, mas não há desabrigados na cidade, segundo a Prefeitura de São Leopoldo. O Parque Imperatriz Leopoldina também foi atingido pela subida das águas e, por isso, as visitações no local estão suspensas.