As famílias abrigadas no Centro Humanitária de Acolhimento (CHA) Esperança devem ser realocadas para residências temporárias, no bairro Estância Velha, até o final de maio. As informações são do governo estadual e da Prefeitura de Canoas. Assim com o Recomeço, o Esperança vai ser desativado no município.
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Foto: Nicole Goulart/Especial
Ao todo, são 58 casas provisórias construídas dentro do programa A Casa é Sua, da Secretaria de Habitação e Regularização Fundiária (Sehab). A entrega aguarda saneamento, rede elétrica e abastecimento de água, segundo o prefeito de Canoas, Airton Souza, durante a coletiva de imprensa dos 100 dias de governo nesta quinta-feira (24). A proposta é transferir as famílias até o dia 15 de maio, informa a administração municipal.
O processo de encerramento foi coordenado pelo vice-governador, Gabriel Souza. “Nós vamos colocar casas temporárias do governo do Estado. Fizemos uma parceria com as prefeitura de Porto Alegre e Canoas e durante o mês de maio essas pessoas vão ser mudadas, transportadas, para essas casas temporárias. Vamos desativar definitivamente. Serão os últimos abrigos do Rio Grande do Sul a serem desativados”, destaca.
Dentro da divulgação do balanço do Plano Rio Grande, nesta quinta-feira, o governador Eduardo Leite, afirmou os CHAs foram importantes para acolher as pessoas desabrigadas no período pós-enchente. “Mesmo que tenha outras medidas como aluguel social encaminhadas, nós precisaríamos ter espaços que seriam montados para o acolhimento de grande número de famílias, especialmente em Porto Alegre e Canoas.”
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O CHA Esperança, localizado no bairro Igara, conta com 216 pessoas acolhidas atualmente. Em dezembro do ano passado, eram 412 abrigados simultaneamente, de acordo com dados do governo estadual. O espaço começou a receber a população em julho do ano passado. Além do Esperança, Canoas contou com o CHA Recomeço, desativado em dezembro.
A Casa é Sua
O programa existe desde 2022, mas integra o eixo reconstrução do Plano Rio Grande, que abarca diversas ações para reerguer o Rio Grande do Sul após a enchente do ano passado. Conforme a Sehab, os municípios participam com a complementação do valor das unidades habitacionais, por eles propostos, com no mínimo 30% do valor do Estado. Além disso, cabe às prefeituras prover a infraestrutura necessária para construção das casas e habitação dos futuros moradores.
As moradias são destinadas a pessoas alocadas em abrigos e que aguardam uma residência definitiva. Com 27m², mobília e eletrodomésticos, as casas são módulos habitacionais transportáveis que já chegam prontos da fábrica para instalação.