A iniciativa segue até a próxima sexta-feira (15) no Rio Grande do Sul. Canoas observou o pontapé inicial da ação, porque a cidade observou enorme adesão à campanha em 2021 e igualmente no ano passado.

Foto: Paulo Pires/GES
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O resultado neste começo de semana, entretanto, acabou sendo muito aquém do esperado e somente uma pessoa marcou presença, ao longo de toda a manhã, para garantir a coleta de DNA.
Responsável por coordenar a ação, a perita química forense Cecília Helena Fricke Matte esclarece que este tipo de ação é importantíssimo para enriquecer o banco do Estado e garantir a localização de pessoas sumidas há anos.
“O Estado possui 600 casos de restos mortais que não possuem identificação”, explica. “No ano passado, somente durante o período da ação, conseguimos a identificação de três pessoas. É uma pena que neste ano a adesão não foi significativa.”
Números
A coleta é rápida e o procedimento é simples. O material é coletado por meio de um cotonete passado na parte interna da bochecha ou com uma pequena gota de sangue extraída do dedo.
Desde a primeira edição da ação, o IGP-RS já possibilitou a identificação de mais de 100 restos mortais, colaborando para aliviar a situação de pessoas que procuram desaparecidos.
Em 2024, segundo dados do IGP, foram coletadas 1.645 amostras em todo o Brasil, resultando na identificação de 35 pessoas.
Desaparecidos
Canoas registra diariamente casos de pessoas desaparecidas, sendo que, em grande maioria, são adultos que simplesmente não querem ser localizados por parentes ou amigos.
Conforme a delegada Graziela Zinelli, titular da Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa de Canoas, atualmente a Polícia Civil trabalha em três casos de desaparecimento na cidade.
“A maioria dos casos diz respeito a pessoas que por X motivos não querem ser encontradas”, esclarece. “O problema é que quando a pessoa volta para casa, os parentes não avisam a Polícia para ser dada baixa no sistema.”