Com o pátio e salas vazias, a Érico Veríssimo nem se parece com a escola que costuma ser. Mas após seis meses do furto da fiação elétrica que demandou uma longa manutenção, a instituição estadual reabre as portas aos alunos. As atividades retornam ao prédio na Avenida Boqueirão nesta segunda-feira (1º).
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Foto: Paulo Pires/GES
Os professores e demais servidores se apresentaram na escola e começaram a arrumar as mesas, cadeiras e materiais nesta sexta-feira (29). O mobiliário que estava na Escola Estadual Padre Jaeger – onde as aulas estão ocorrendo – também começou a ser enviados para o prédio.
De acordo com a 27ª Coordenadoria Regional de Educação (CRE), a transferência vai acontecer a tempo do início das aulas. “Sim, já está sendo providenciada a mudança”, comenta o coordenador Francisco Ximenes.
Desde fevereiro, as aulas para cerca de 500 estudantes estão sendo oferecidas na Padre Jaeger, no bairro Marechal Rondon – aproximadamente 1,5 km de distância do prédio da Érico Veríssimo, no Igara. A transferência foi feita para a execução das obras.
“A manutenção está praticamente concluída. O pouco que ainda vai ser feito não impede a volta dos alunos”, destaca o coordenador da 27ª CRE. A coordenadoria reforça que as aulas retornam nesta segunda-feira.
Longo serviço
O furto da fiação elétrica da Escola Estadual Érico Veríssimo aconteceu ainda em dezembro do ano passado. Na época, a instituição sofreu com três arrombamentos seguidos que prejudicaram a estrutura do prédio.
Fios e cabos foram arrancados da área interna e externa da escola. A Patrulha Escolar, da Brigada Militar, chegou a encontrar ventiladores e aparelhos de ar-condicionado em um terreno próximo. O prejuízo calculado pela direção foi de cerca de R$ 200 mil.
O problema demandou uma longa manutenção na rede elétrica e que não foi resolvido a tempo do início do ano letivo. No entanto, os alunos só foram remanejados para a Escola Estadual Padre Jaeger mais de uma semana depois do retorno das aulas. A situação gerou reclamação da comunidade escolar.
O contrato para a manutenção e reparos gerais na escola foi assinado em fevereiro e execução prorrogada até maio. O valor inicial de R$ 199,5 mil recebeu aditivo e subiu para R$ 204,5 mil. O serviço é contratado pela Secretaria de Obras Públicas.