Na manhã desta terça-feira (16), o prefeito Airton Souza participava como convidado da entrega de cadeiras de rodas na Associação Canoense dos Deficientes Físicos (Acadef), no bairro Nossa Senhora das Graças. Chamado para discursar para o público presente, ele precisou aguardar alguns instantes para começar.
O problema não era o silêncio ou a falta de atenção das pessoas que estavam no local, mas, isso sim, o barulho ensurdecedor dos caças da Força Aérea Brasileira em decolagens a poucos metros de distância do local.

Foto: PAULO PIRES/GES
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Morador do bairro Nossa Senhora das Graças, Alaor Silveira, 66 anos, diz que, desde segunda-feira (15), não há como manter a rotina de “aposentado”, assistindo TV enquanto toma um “mate amargo” com a esposa.
As atividades na Base Aérea de Canoas (Baco) começam logo cedo e se estendem durante toda a tarde, impedindo até mesmo o cochilo considerado “necessário” bem no meio da tarde.
“Pois olha, notei que eles começam logo cedinho arrancando avião e voltam só ali pelas 18 horas”, aponta. “Eu só não sei dizer por que tantos voos? Como moro pertinho, parece que vão arrancar o telhado.”
A reclamação também parte de quem tem criança pequena, como a orientadora educacional Gabriele Oliveira. Moradora do Fátima, ela aponta que o bebê de 2 meses e meio possui sono “frágil”.
“Meu neném dorme e acorda, por causa do barulhão que segue o dia inteiro”, dá bronca a moradora de 41 anos. “Eu não sei se há risco para o espaço aéreo ou não, mas é complicado, porque não tem o que fazer? A gente está sempre escutando o barulho dos jatos.”
Sem retorno
A reportagem entrou em contato com a Base Aérea de Canoas e com o 5º Comando Aéreo Regional para saber sobre a recente atividade. Ainda não houve retorno. O espaço segue aberto para manifestações.