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De olho no céu

"Barulhão o dia inteiro": Moradores de Canoas reclamam de atividade incomum de caças na Base Aérea de Canoas

Desde o começo da semana, decolagens e aterrizagens cresceram, apontam moradores dos bairros Fátima e Nossa Senhora das Graças

Publicado em: 17/12/2025 às 15h:29 Última atualização: 17/12/2025 às 15h:36
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Na manhã desta terça-feira (16), o prefeito Airton Souza participava como convidado da entrega de cadeiras de rodas na Associação Canoense dos Deficientes Físicos (Acadef), no bairro Nossa Senhora das Graças. Chamado para discursar para o público presente, ele precisou aguardar alguns instantes para começar.

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O problema não era o silêncio ou a falta de atenção das pessoas que estavam no local, mas, isso sim, o barulho ensurdecedor dos caças da Força Aérea Brasileira em decolagens a poucos metros de distância do local.

Decolagens constantes são apontadas por moradores do bairro Nossa Senhora das Graças na Base Aérea de Canoas (Baco) | abc+



Decolagens constantes são apontadas por moradores do bairro Nossa Senhora das Graças na Base Aérea de Canoas (Baco)

Foto: PAULO PIRES/GES

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Morador do bairro Nossa Senhora das Graças, Alaor Silveira, 66 anos, diz que, desde segunda-feira (15), não há como manter a rotina de “aposentado”, assistindo TV enquanto toma um “mate amargo” com a esposa.

As atividades na Base Aérea de Canoas (Baco) começam logo cedo e se estendem durante toda a tarde, impedindo até mesmo o cochilo considerado “necessário” bem no meio da tarde.

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“Pois olha, notei que eles começam logo cedinho arrancando avião e voltam só ali pelas 18 horas”, aponta. “Eu só não sei dizer por que tantos voos? Como moro pertinho, parece que vão arrancar o telhado.”

A reclamação também parte de quem tem criança pequena, como a orientadora educacional Gabriele Oliveira. Moradora do Fátima, ela aponta que o bebê de 2 meses e meio possui sono “frágil”.

“Meu neném dorme e acorda, por causa do barulhão que segue o dia inteiro”, dá bronca a moradora de 41 anos. “Eu não sei se há risco para o espaço aéreo ou não, mas é complicado, porque não tem o que fazer? A gente está sempre escutando o barulho dos jatos.”

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Sem retorno

A reportagem entrou em contato com a Base Aérea de Canoas e com o 5º Comando Aéreo Regional para saber sobre a recente atividade. Ainda não houve retorno. O espaço segue aberto para manifestações.

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