Ao olhar para os números da dengue em Canoas e Nova Santa Rita, os primeiros seis meses de 2025 possuem uma fotografia bem diferente em comparação com o mesmo período no ano passado.
Os dois municípios registram queda significativa nos quantitativos de casos e de óbitos no primeiro semestre deste ano em relação a 2024.
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Foto: Vinicius Thormann/Divulgação
Canoas teve uma queda de 92,97% no número de casos confirmados, passando de 8.624 na primeira metade de 2024 para 606 em 2025. A redução também foi considerável nas mortes por dengue: de 17 para 3 no mesmo período.
Todos os óbitos na cidade são de mulheres brancas nas faixas etárias de 40 a 49; de 15 a 19; e de 70 a 79; que foram registrados nos meses de abril, maio e junho, respectivamente.
Já em Nova Santa Rita, o número de pessoas infectadas pela doença passou de 366 para 113 neste intervalo – uma redução de 69,12%. Felizmente, o município segue sem óbitos pela dengue desde o início da série histórica da Secretaria Estadual de Saúde (SES) em 2015.
A comparação analisa os dados registrados até a semana epidemiológica 27, referente a primeira semana de julho, para marcar a metade do ano. É neste período em que os casos registrados num ano inteiro se acumulam. As informações são do Painel de Casos de Dengue RS da SES, consultadas nesta quinta-feira (31).
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Números da dengue nos primeiros semestres de 2025 e de 2024
Canoas
Casos confirmados
2025 – 606
2024 – 8.624 (total do ano: 8.695)
Óbitos
2025 – 3
2024 – 17 (total do ano: 17)
Nova Santa Rita
Casos confirmados
2025 – 113
2024 – 366 (total do ano: 392)
Sem óbitos
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Combate à dengue é trabalho coletivo
“Significativamente mais controlado.” É assim que a Secretaria Municipal de Saúde de Nova Santa Rita avalia o cenário da dengue no município entre um ano e outro. A redução de mais de quase 70% é vista como resultado de um trabalho coletivo.
“Essa melhora é atribuída ao reforço nas ações de combate ao vetor, intensificação da vigilância em áreas críticas, maior capacidade de resposta às denúncias e à mobilização de diferentes setores da administração pública. Destaca-se também o papel fundamental da população, que tem aderido mais ativamente às medidas preventivas”, comenta a pasta em nota.
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Entre as ações, estão a instalação e monitoramento de armadilhas (ovitrampas) em bairros com maior incidência; mutirões de limpeza e remoção de criadouros; ações de conscientização da comunidade por meio de vistorias, visitas e ações educativas; e monitoramento contínuo de áreas críticas.
Tais medidas também são lembradas pela Administração canoense que reforça a importância da atuação dos moradores da cidade. “A Prefeitura pede a colaboração da população no combate à dengue eliminando focos de água parada, denunciando locais com acúmulo de lixo, colaborando com o trabalho dos agentes de saúde e orientando vizinhos e familiares sobre os cuidados necessários.”
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Canoas tem mais de 300 denúncias
E esse engajamento da comunidade também se reflete em números. A Administração municipal já recebeu 380 denúncias de focos de mosquito através da Central de Atendimento ao Cidadão (CAC). Deste montante, 210 resultaram em notificações para limpeza dos locais. Os dados foram contabilizados até a última terça-feira (29) e fornecidos pela Prefeitura de Canoas.
A central recebe as denúncias pelo telefone 0800-510-1234, ou pessoalmente na Rua Ipiranga, 120, no Centro. O horário de funcionamento é de segunda a sexta-feira, das 8 às 18 horas.
Já a população de Nova Santa Rita pode fazer denúncias de possíveis focos do Aedes aegypti através do número 51 97400-9746 da Vigilância Ambiental. O contato também está aberto para esclarecimento de dúvidas e orientação.
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Vacinação é prevenção
Além de manter seus terrenos e a cidade limpas, e denunciar quem não ajuda na causa, os canoenses e nova santarritenses também podem colaborar de outra maneira: se vacinando.
A imunização está disponível nas duas cidades para crianças e adolescentes entre 10 e 14 anos. O grupo prioritário foi definido pelo Ministério de Saúde por ter mais ocorrências de quadros graves que necessitam de hospitalização, ficando atrás apenas dos idosos.
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Na cidade vizinha, o órgão federal entregou 400 doses. Até o momento, 220 adolescentes de Nova Santa Rita já foram vacinados. “A vacinação está sendo realizada conforme a disponibilidade de doses repassadas pelo Ministério da Saúde e segue os critérios estabelecidos pelo Programa Nacional de Imunizações (PNI)”, comunica.