Os médicos que atuam no Hospital Universitário (HU) de Canoas decidiram, por unanimidade, em assembleia geral extraordinária suspender os atendimentos eletivos a partir de 17 de setembro. A votação ocorreu na noite desta segunda-feira (1º).

Foto: Paulo Pires/GES
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Alguns profissionais estão sem receber desde fevereiro, segundo o Sindicato Médico do Rio Grande do Sul (Simers). Além dos atrasos, a categoria cobra melhores condições de trabalho.
O presidente do Simers, Marcelo Matias, abriu a assembleia atualizando a categoria sobre a reunião ocorrida durante a tarde com a secretária municipal de Saúde Ana Boll, onde o assunto foi discutido.
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“Situação inadmissível”, diz presidente do Simers
“A situação dos profissionais do HU é inadmissível. A decisão da categoria de paralisar é consequência dos problemas históricos da Saúde de Canoas”, salientou Matias. A Associação Saúde em Movimento (ASM) venceu a concorrência da Prefeitura e assumiu a gestão do hospital em dezembro de 2024.
O retorno ao atendimento integral está condicionado à quitação dos valores em aberto e à melhoria das condições de trabalho.
A partir de agora, o Simers irá notificar a direção do HU, o Conselho Regional de Medicina (Cremers) e demais órgãos e entidades. A diretora da Região Metropolitana, Alessandra Felicetti, também participou da assembleia.
O que diz a Prefeitura
Por meio de nota, a Prefeitura de Canoas informa que está trabalhando em conjunto com a Associação Saúde em Movimento (ASM) para garantir a manutenção da assistência da população atendida pelo hospital. A ASM se comprometeu a organizar um calendário de pagamento dos profissionais que atuam no HU, e a Prefeitura trabalha para efetuar o pagamento dos serviços prestados pela empresa.