Canoas ficou na primeira colocação no ranking do Índice de Participação dos Municípios (IPM) para o ano de 2026, garantindo o maior percentual do Rio Grande do Sul para o repasse do ICMS [Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços] . Em 2026, Canoas receberá 6,211071% do total do imposto repassado pelo Estado para as prefeituras, o maior índice entre todos os municípios gaúchos. Para Canoas, de acordo com a Secretaria Municipal da Fazenda, a projeção é de que o valor repassado pelo Estado supere R$ 860 milhões.

Foto: Vandré Brancão/GES-Especial
O IPM de Canoas é 1,37% maior que no ano anterior, um indicativo do crescimento da economia do município em 2025. Segundo a Secretaria Municipal da Fazenda, este crescimento deverá representar o aporte de cerca de R$ 36 milhões a mais em ICMS para Canoas em 2026, em relação ao repassado em 2025.
Para o prefeito Airton Souza, a boa colocação no IPM é fruto da economia robusta de Canoas e do trabalho da administração municipal para reorganizar as finanças municipais e promover o crescimento de indicadores. “São esforços que vão resultar diretamente em mais investimentos em saúde, educação e no atendimento das necessidades da população.”
Bom desempenho
Segundo a secretária municipal da Fazenda, Regina Hansen, o bom desempenho de Canoas no IPM é sustentado por um Valor Adicionado Fiscal (VAF) recorde, que ultrapassou a marca de R$ 50,5 bilhões. Também é resultado de uma auditoria realizada ao longo de 2025, que recuperou recursos importantes para o Município.
“Foi um trabalho realizado com muito empenho pela equipe da Unidade de Transferências Governamentais para proteger a receita do município e garantir que Canoas receba o que lhe é de direito”, comenta Regina. “A manutenção do topo do ranking gaúcho é fruto da correção de inconsistências de VAF que somaram mais de R$ 15 bilhões. Esse esforço garantiu a recuperação de cerca de R$ 300 milhões adicionais que serão injetados no orçamento municipal nos próximos dois exercícios.”
O VAF representa a riqueza produzida pelas empresas na cidade e é o principal componente do cálculo do ICMS que retorna ao Município.
Desempenho de outras cidades
Entre as 20 maiores economias do Estado, conforme o critério de Valor Adicionado Fiscal, 13 municípios registraram crescimento e sete municípios apresentaram queda na comparação do IPM definitivo 2026 com o IPM definitivo 2025. As maiores variações positivas são de Esteio (5,69%), na Região Metropolitana, e de Bento Gonçalves (5,57%), na Serra, enquanto as maiores reduções foram verificadas em Carazinho (-14,15%), no Norte, e em Montenegro (-10,67%), no Vale do Caí.

Foto: Ascom Sefaz/Receita Estadual
Índice de Participação dos Municípios
O Índice de Participação dos Municípios (IPM) determina o percentual destinado a cada município na distribuição do Imposto sobre Operações relativas à Circulação de Mercadorias e sobre Prestações de Serviços de Transporte Interestadual e Intermunicipal e de Comunicação (ICMS).
O Estado deve repassar aos municípios 25% do ICMS arrecadado e o IPM indica que parcela deste montante cabe a cada prefeitura. A apuração do IPM para os repasses das receitas previstas para o ano seguinte é realizada anualmente pela Receita Estadual, e leva em consideração uma série de indicadores, como o Valor Adicionado Fiscal (VAF), educação, população, produtividade primária, entre outros.