Dois anos após a catástrofe que marcou o Estado, a lembrança do animal que virou símbolo das enchentes que atingiram o Rio Grande do Sul perdura como uma das imagens mais pungentes do período.
Após um emocionante reencontro com os voluntários responsáveis pelo resgate do cavalo Caramelo durante as cheias, organizado há uma semana pela universidade, houve uma nova visita carregada de emoção.

Foto: BRUNA LINCK/ASCOM ULBRA
FAÇA PARTE DA COMUNIDADE DO DIÁRIO DE CANOAS NO WHATSAPP.
A Universidade Luterana do Brasil (Ulbra), em Canoas, recebeu nesta terça-feira (12) a visita do escultor Ranilson Viana, responsável pela criação de uma obra em homenagem ao cavalo Caramelo.
O artista esteve no campus para conhecer de perto o animal que inspirará a escultura monumental, prevista para ter quatro metros de altura. A peça será instalada próxima da BR-386, no município de Estrela, e a expectativa é de que fique pronta nos próximos meses.
Durante a visita, o escultor acompanhou a rotina de Caramelo, que atualmente vive sob cuidados do Hospital Veterinário da Ulbra, onde recebe acompanhamento especializado desde o resgate.
Caramelo ganhou destaque nacional ao permanecer ilhado sobre um telhado durante as enchentes em Canoas, em uma imagem que mobilizou o País e passou a representar a resistência e a resiliência do povo gaúcho diante da tragédia climática.
Após o dramático resgate, que acabou televisionado, com imagens rodando pelo Brasil e pelo mundo, o cavalo foi acolhido pela Ulbra e, desde então, tornou-se um dos símbolos daquele fatídico período.
Além do cuidado veterinário, o animal passou a integrar o cotidiano da universidade, recebendo visitas guiadas e conquistando milhares de pessoas também pelas redes sociais (@cavalocaramelo.oficial), onde sua rotina é compartilhada.
A visita do escultor reforça o impacto que a história de Caramelo segue tendo dois anos após as enchentes, transformando o cavalo em um símbolo permanente de superação, solidariedade e memória coletiva do Rio Grande do Sul.