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SAÚDE

Comissão vistoria programas de residência do Hospital Universitário em Canoas

Continuidade das atividades dos residentes na instituição é avaliada

Taís Forgearini
Publicado em: 29/01/2026 às 17h:38 Última atualização: 29/01/2026 às 17h:39
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O primeiro dia da paralisação das atividades dos médicos residentes do Hospital Universitário (HU) foi marcado pela vistoria dos programas de residência. A visita técnica realizada pela Comissão Estadual de Residência Médica (Cerem-RS) avalia as condições de continuidade do credenciamento dos programas no hospital.

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Reunião entre Simers e direção do HU ocorreu nesta quinta-feira (29) | abc+



Reunião entre Simers e direção do HU ocorreu nesta quinta-feira (29)

Foto: Rodger Timm/Agência Preview

Segundo o Sindicato Médico do Rio Grande do Sul (Simers), a mobilização dos residentes é motivada pela falta de estrutura e condições inadequadas de operação do HU.

“Vamos aguardar o resultado. A avaliação será encaminhada para a Comissão Nacional de Residência Médica, que definirá o futuro dos programas no hospital. O caso mais crítico é da cirurgia geral. Solicitamos o descredenciamento do programa para esta especialidade. Está insustentável. Há insuficiência de profissionais, equipamentos e insumos”, destaca o presidente do Simers, Marcelo Matias.

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De acordo com Matias, nesta quinta-feira foram realizadas reuniões com a gestora do HU, a Associação Saúde em Movimento (ASM) e a Prefeitura de Canoas. Contudo, não há previsão para o fim da paralisação que afeta integralmente as atividades de 40 médicos residentes dos programas de cirurgia geral, pediatria, neonatologia, otorrinolaringologia, ginecologia e obstetrícia.

“Está um jogo de empurra-empurra. A atual gestora do HU disse que os médicos residentes geram custos para o hospital e que poderiam sair se quisessem. Mas não explica quais custos são esses. Não tem lógica. Os residentes são pagos pela Ulbra [Universidade Luterana do Brasil], eles recebem uma bolsa de cerca de R$ 4 mil. Já a Prefeitura nos informou que não possui condições de ampliar os recursos repassados ao hospital”, explica Matias.

O que dizem a Prefeitura de Canoas e o HU

Em nota, a Prefeitura de Canoas informou que os atendimentos no Hospital Universitário foram assumidos por médicos especialistas e seguem ocorrendo normalmente.

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“A Prefeitura de Canoas, por meio da Secretaria Municipal da Saúde, informa que não foram registrados cancelamentos de agendas no Hospital Universitário (HU) por conta do movimento realizado pelos residentes nesta quinta-feira (29). Os atendimentos no hospital foram assumidos por médicos especialistas e seguem ocorrendo normalmente”, diz o comunicado.

Procurada pela reportagem, a Associação Saúde em Movimento (ASM) não retornou o contato nesta quinta-feira. O espaço segue aberto.

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Reivindicações dos residentes

De acordo com o Simers, as principais condições para que os residentes retornem incluem pagamento em dia dos preceptores, que façam parte do corpo clínico, com a especialização pertinente em cada área e vínculo com a Comissão de Residência Médica (Coreme); pagamento em dia aos anestesistas para garantir a rotina de procedimentos; escalas completas de especialistas e dimensionadas adequadamente ao número de leitos; condições de atendimento à população, com acesso a exames, materiais e equipamentos adequados; plano operativo que garanta aos residentes a realização de procedimentos para formação completa e garantia de manutenção dos programas com as condições apropriadas.

 

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