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Frio

"Compram a manta e enrolam no pescoço na hora", diz vendedora que trabalha no Centro de Canoas

Inverno aquece as vendas na área central, mas lojistas aguardam virada do mês para vender casacos e blusões de lã

Publicado em: 23/06/2026 às 13h:36 Última atualização: 23/06/2026 às 13h:36
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A chegada do frio com o início do inverno vem aquecendo as vendas em Canoas, com o aumento da procura, principalmente, de acessórios ligados à estação: toucas, luvas, mantas e meias.

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Quem circula pela área central se vale da proximidade com as lojas para garantir um reforço para se proteger das baixas temperaturas registradas neste início de semana, conforme constatou a reportagem.

Estefany (E) comemora o movimento de clientes após a chegada do frio do inverno  | abc+



Estefany (E) comemora o movimento de clientes após a chegada do frio do inverno

Foto: PAULO PIRES/GES

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Vendendo peças de inverno na Rua Quinze de Janeiro, Estefany Cardoso explica que as vendas melhoraram desde a segunda-feira (22). E as toucas e mantas são as preferidas para consumo imediato.

“Ninguém está comprando para guardar de estoque em casa”, brinca. “Compram a manta e enrolam no pescoço na hora por causa do frio. Touca sai bastante igual para proteger as orelhas.”

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Irene Cardoso Lima fez as primeiras compras do inverno nesta terça-feira (23). Foram pares de meias térmicas, que ela considera idéias para se manter protegida durante a estação.

“Antigamente não existia esse tipo de coisa, mas hoje em dia tem todo o tipo de roupa térmica”, comenta. “Invisto porque vale a pena. A gente consegue usar ao longo do inverno inteiro.”

Embora os lojistas tenham observado um aumento no movimento devido ao frio, ele ainda é considerado longe do ideal. Será preciso esperar o começo do mês de julho para ver peças consideradas mais graúdas saírem da loja.

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“Por enquanto, quase ninguém entra na loja para comprar um casaco mais grosso ou mesmo um blusão de lã”, explica o gerente de loja Clóvis Gonçalves. “Imagino que, se o frio se mantiver, a partir do mês que vem as vendas melhorem.”

A aposentada Vera Machado, por exemplo, saiu de casa cedinho para garantir algumas peças que considera essenciais ao guarda-roupa. Isso porque, segundo ela, agora não há mais tempo para adiar o reforço contra o inverno.

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“A gente é obrigado a gastar”, brinca. “Andavam falando do frio, mas parecia algo distante. Agora, sim, que estamos sentindo na pele. Preciso comprar mais lã, mas quero olhar bem os preços antes.”

A aposentada Vera Machado viu-se na obrigação de voltar a comprar após a chegada do frio  | abc+



A aposentada Vera Machado viu-se na obrigação de voltar a comprar após a chegada do frio

Foto: PAULO PIRES/GES

Eletrodomésticos

A procura cresceu não apenas nas lojas de vestuário e de cama. Há um movimento registrado também naqueles estabelecimentos que vendem eletroeletrônicos, onde os aquecedores têm a preferência.

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“Começou o frio e já compraram três, assim, de um dia para o outro, rapidinho”, aponta a vendedora Lisiane Oliveira. “Se continuar o clima gelado assim, acho que levam mais, porque o povo quer ficar quentinho em casa.”

Endividamento 

Embora o movimento possa animar alguns lojistas, o cenário não chega a ser estimulante, na avaliação do Sindilojas Canoas. Vice-presidente da entidade, o empresário Robson Athaydes Medeiros explica que o comércio na totalidade vive um período de retração nas vendas.

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“Entre o dia 26 de cada mês e até o dia 10 do mês seguinte, existe um incremento, porque há fluxo de dinheiro destinado a compras”, esclarece. “Mas a capacidade dos clientes está atrelada ao endividamento e ao pagamento da fatura do cartão de crédito.”

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