A chegada do frio com o início do inverno vem aquecendo as vendas em Canoas, com o aumento da procura, principalmente, de acessórios ligados à estação: toucas, luvas, mantas e meias.
Quem circula pela área central se vale da proximidade com as lojas para garantir um reforço para se proteger das baixas temperaturas registradas neste início de semana, conforme constatou a reportagem.

Foto: PAULO PIRES/GES
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Vendendo peças de inverno na Rua Quinze de Janeiro, Estefany Cardoso explica que as vendas melhoraram desde a segunda-feira (22). E as toucas e mantas são as preferidas para consumo imediato.
“Ninguém está comprando para guardar de estoque em casa”, brinca. “Compram a manta e enrolam no pescoço na hora por causa do frio. Touca sai bastante igual para proteger as orelhas.”
Irene Cardoso Lima fez as primeiras compras do inverno nesta terça-feira (23). Foram pares de meias térmicas, que ela considera idéias para se manter protegida durante a estação.
“Antigamente não existia esse tipo de coisa, mas hoje em dia tem todo o tipo de roupa térmica”, comenta. “Invisto porque vale a pena. A gente consegue usar ao longo do inverno inteiro.”
Embora os lojistas tenham observado um aumento no movimento devido ao frio, ele ainda é considerado longe do ideal. Será preciso esperar o começo do mês de julho para ver peças consideradas mais graúdas saírem da loja.
“Por enquanto, quase ninguém entra na loja para comprar um casaco mais grosso ou mesmo um blusão de lã”, explica o gerente de loja Clóvis Gonçalves. “Imagino que, se o frio se mantiver, a partir do mês que vem as vendas melhorem.”
A aposentada Vera Machado, por exemplo, saiu de casa cedinho para garantir algumas peças que considera essenciais ao guarda-roupa. Isso porque, segundo ela, agora não há mais tempo para adiar o reforço contra o inverno.
“A gente é obrigado a gastar”, brinca. “Andavam falando do frio, mas parecia algo distante. Agora, sim, que estamos sentindo na pele. Preciso comprar mais lã, mas quero olhar bem os preços antes.”

Foto: PAULO PIRES/GES
Eletrodomésticos
A procura cresceu não apenas nas lojas de vestuário e de cama. Há um movimento registrado também naqueles estabelecimentos que vendem eletroeletrônicos, onde os aquecedores têm a preferência.
“Começou o frio e já compraram três, assim, de um dia para o outro, rapidinho”, aponta a vendedora Lisiane Oliveira. “Se continuar o clima gelado assim, acho que levam mais, porque o povo quer ficar quentinho em casa.”
Endividamento
Embora o movimento possa animar alguns lojistas, o cenário não chega a ser estimulante, na avaliação do Sindilojas Canoas. Vice-presidente da entidade, o empresário Robson Athaydes Medeiros explica que o comércio na totalidade vive um período de retração nas vendas.
“Entre o dia 26 de cada mês e até o dia 10 do mês seguinte, existe um incremento, porque há fluxo de dinheiro destinado a compras”, esclarece. “Mas a capacidade dos clientes está atrelada ao endividamento e ao pagamento da fatura do cartão de crédito.”