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LUTA POR DIREITOS

Conferência estadual debate políticas públicas para as mulheres gaúchas

6ª edição CEPMRS aconteceu neste final de semana em Porto Alegre

Publicado em: 15/09/2025 às 17h:26 Última atualização: 15/09/2025 às 17h:52
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Entre sexta-feira (12) e domingo (14), 440 mulheres de 54 cidades do Rio Grande do Sul se reuniram na 6ª edição da Conferência Estadual de Políticas para as Mulheres Miguelina Vecchio (CEPMRS) em Porto Alegre. O evento foi palco de debates sobre necessidades e propostas para este público que representa mais da metade da população gaúcha.

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6ª edição CEPMRS aconteceu entre sexta-feira (12) e domingo (14) em Porto Alegre | abc+



6ª edição CEPMRS aconteceu entre sexta-feira (12) e domingo (14) em Porto Alegre

Foto: Rodrigo Chagas/Divulgação

Com o tema “Mais Democracia, Mais Igualdade, Mais Conquistas para Todas”, o encontro no Hotel Ritter, no Centro Histórico, selecionou três proposições e 102 delegadas para representar o Estado nos debates nacionais. A 5ª Conferência Nacional de Políticas para as Mulheres (5ª CNPM) acontece entre 29 de setembro e 1º de outubro, em Brasília.

Também como preparação para o encontro nacional, a ministra das Mulheres, Márcia Lopes, esteve presente em Porto Alegre para acompanhar as conversas. “Uma conferência é o espaço que a Constituição Federal nos deu. Lutamos muito para que conselhos, fóruns e conferências fossem garantidos como instrumentos de participação popular. Nada pode acontecer no município, no estado ou no governo federal em relação às mulheres sem que os conselhos deliberem sobre isso”, destaca.

Em sua fala de abertura, Márcia também lembrou que mais de 51% da população gaúcha é formada por mulheres e que o Estado vem registrando índices alto de violência contra esta parcela. “O Rio Grande do Sul é o sétimo em feminicídios e o sexto em casos de estupro, com mais de 2,2 mil registros só em 2025. Nós não podemos admitir isso. Temos que dar visibilidade a esses dados”, reforça.

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No final do mês, a ministra recebe as mulheres, junto com o Conselho Nacional dos Direitos da Mulher (CNDM). O encontro deve reunir poder público, entidades, movimentos sociais e sociedade civil. A proposta é elaborar o Plano Nacional de Políticas Públicas para as Mulheres. “Esse plano precisa interferir no orçamento federal, estadual e municipal, garantindo recursos e ações em todas as áreas”, ressalta.

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Canoas representada

Antes de ter a conferência estadual, as mulheres debateram as demandas em suas respectivas cidades. Em Canoas, por exemplo, a 5ª Conferência Municipal de Políticas para as Mulheres (CMPM) aconteceu em julho. Na ocasião, foram selecionas delegadas para defender as propostas do município nas discussões.

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Agora, quatro delas seguem para Brasília no final do mês para representar o Rio Grande do Sul, de acordo com a Prefeitura de Canoas.

As escolhidas são: Camila Andreza da Silva, da Secretaria Municipal da Mulher, Cidadania e Inclusão; Flávia da Silva Mariani, da Secretaria de Assistência Social; Caroline Pereira Fernandes, representando as Pessoas com Deficiência; e Fabiane Lara dos Santos, representando as pessoas negras.

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Quem foi Miguelina Vecchio

A conferência estadual gaúcha leva o nome de Miguelina Vecchio. A homenagem relembra a história e luta da militante feminista e defensora dos direitos das mulheres no Estado. Miguelina morreu em 2023, aos 60 anos, vítima de câncer de mama.

A socióloga foi vice-presidente estadual e nacional do Partido Democrático Trabalhista (PDT), vice-presidente da Internacional Socialista de Mulheres (ISM) e presidente do Conselho Estadual dos Direitos da Mulher do Rio Grande do Sul.

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