Canoenses de diferentes idades, raças, credos, profissões e histórias de vida se reuniram nesta terça-feira (22) para debater políticas públicas na 5ª Conferência Municipal de Políticas para as Mulheres (CMPM) de Canoas. O evento lotou o auditório Irmão Arsênio Both, na Unilasalle, no Centro. A conferência acontece dez anos depois da sua última edição em 2015.
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Foto: Paulo Pires/GES
De lá para cá, a sociedade mudou e a administração municipal precisa avançar nas demandas do público que compõe a maior parcela da população. Para a presidente do Conselho Municipal dos Direitos da Mulher (Comdim), Rosângela Jesus, o momento é uma grande oportunidade para a comunidade discutir os temas propostos depois de tanto tempo.
“É importante para estarem trazendo suas demandas, suas dificuldades e seu olhar para aquilo que ainda precisamos construir. O que nós precisamos sugerir para a melhoria da qualidade de vida em todos os sentidos. É um momento sim para falar sobre democracia, sobre espaços de igualdade e acesso aos direitos”, afirma.
A conferência debateu educação, saúde, habitação, democracia, trabalho e violência. Os três primeiros eixos também foram debatidos em uma pré-conferência no bairro Harmonia. Enquanto que as demais temáticas, no Guajuviras. As conversas foram realizadas nos dias 11 e 16 de julho, respectivamente.
A quinta edição foi organizada pelo Comdim e pela Secretaria Municipal de Cidadania, Mulher e Inclusão (SMCMI). Além da presidente da secretária Camila Nunes, o evento também contou com a participação do prefeito Airton Souza; da vereadora Neuza Rufatto (PSD); e da representante da Unilasalle, professora Paula Pinhal.
Mulheres engajadas
A conferência contou com a participação de mulheres que moram ou trabalham em diferentes bairros canoenses. A psicóloga Elisa Müller, 28 anos, mora em Porto Alegre, mas atua no Centro de Acesso à Direitos (CAD) no bairro Niterói e acredita que o debate é necessário para a sua área de atuação.
“Nós trabalhamos nas políticas de prevenção à violência. Esse é um dos principais motivos que queríamos acompanhar o que vai ser discutido para pensar de que forma isso reflete no nosso trabalho. Podemos também repensar nas nossas práticas”, comenta, participando pela primeira vez.
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Mas há uma década atrás, a promotora legal popular Fabiane Lara dos Santos, 50 anos, já estava na luta e participava da 4ª CMPM. A moradora do bairro Mathias Velho, também se fez presente na pré-conferência do bairro Harmonia, participando da mesa sobre habitação.
“Acho que a retomada fortalece, para além dos movimentos de mulheres, a possibilidade de estar dialogando com outras mulheres que possam entender seus direitos. Então, a conferência vem nessa perspectiva de entender quais políticas públicas, o que são as políticas baseadas em gênero para as mulheres e a importância de lutar para que sejam efetivadas”, destaca.
Preparativos para a conferência estadual
A primeira edição da conferência municipal aconteceu em 2007. As edições seguintes foram em 2011, 2013 e 2015, chegando até a quinta edição neste ano. Mas os debates desta terça-feira foram só início da caminhada.
As participantes escolherem, em plenária, três propostas em cada eixo temático que serão levadas à 6ª Conferência Estadual de Políticas para as Mulheres (CEPM). Além disso, elegeram as representantes da cidade para o evento a ser realizado nos entre os dias 12 a 14 de setembro, em Porto Alegre.