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Defesa Civil de Canoas instala réguas para medição do Rio dos Sinos

Medida integra sistema de monitoramento de alagamentos e estiagens do município

Publicado em: 27/01/2026 às 17h:33 Última atualização: 27/01/2026 às 17h:34
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De olho no nível das águas, a Defesa Civil de Canoas instalou duas réguas de monitoramento e sensores milimétricos no Rio dos Sinos nesta segunda-feira (26). Os equipamentos estão na Praia do Paquetá, no bairro Mato Grande, e na Rua da Barca, no Harmonia.

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Defesa Civil de Canoas instala réguas para medição do Rio dos Sinos

Foto: Kelvin Oliveira/PMC

As réguas medem um metro de altura e, junto com os sensores, permitem observar as variações e os volumes de vazão do rio em tempo real. Essa medida é necessária para projetar tanto os cenários de possíveis alagamentos e inundações, como os efeitos da estiagem.

De acordo com o secretário municipal de Defesa Civil e Resiliência Climática, Vanderlei Marcos, as ferramentas representam investimentos em prevenção e resposta. “Estamos recolocando as réguas para que possamos, a cada chuva, acompanhar a situação em tempo real. Mas também serve para que a própria população ribeirinha monitore e se previna”, afirma.

“Instalados os sensores agora na Praia do Paquetá que tem um papel importante. Se tivermos dificuldade de acessar as réguas, seguimos monitorando o nível das águas através do sistema”, explica.

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Mais monitoramento

Além da Praia do Paquetá e da Rua da Barca, as réguas e os sensores também devem ser instalados em outras regiões para ampliar o monitoramento. O secretário Vanderlei Marcos cita o bairro São Luís; Arroio Brigadeira, no Olaria; Arroio Araçá, que atravessa a cidade do Estância Velha até o Mato Grande/Fátima; Vala da Madrinha, no bairro Mato Grande; e Rio Gravataí, que faz a divisa com Porto Alegre.

“São pontos que trazem uma preocupação para a cidade. Também vamos colocar a régua na Casa de Bombas número 6, no Mathias Velho. É um lugar, por exemplo, onde as pessoas podem ir averiguar”, comenta o secretário da Defesa Civil.

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E as réguas e sensores não são os únicos equipamentos. A secretaria também possui 18 estações meteorológicas espalhadas pelo município para incrementar o trabalho da Diretoria de Monitoramento. “Conseguimos constatar o volume de chuva e a velocidade do vento nos principais pontos da cidade. Todo esse investimento tem nos ajudado muito na prevenção e na resposta a eventos climáticos”, explica.

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Estiagem também no radar

Se as réguas e os sensores apontam a abundância de água, eles também apontam a escassez. Ambos os equipamentos serão usados para acompanhar cenários de seca e estiagem no município, como destaca o secretário da Defesa Civil e Resiliência Climática, Vanderlei Marcos.

“Tudo isso também serve para a estiagem porque conseguimos ver o nível da água igual. Também fazemos esse controle junto com a Corsan, principalmente no manancial do Arroio das Garças que nos abastece.”

Vanderlei ainda avalia que cenário é de tranquilidade. “A questão da estiagem não teve muitos efeitos até pela pouco tempo de La Niña. Esse ano, os nossos níveis permanecem na sua cota.”

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Planos de ação

Todas as ferramentas também contam com estudos que embasam o trabalho da Defesa Civil. No final de 2025, a pasta publicou dois planos de gerenciamento de situações de seca estiagem e de contingenciamento de alagamentos e inundações para a cidade. Ambos preveem ações de prevenção, preparação e resposta às emergências climáticas.

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No plano voltado para altos volumes de chuva, existe a preocupação com as áreas de risco, resgates, acolhimento e mobilização de recursos e pessoal. Já no plano de estiagem, a atenção está voltada para gestão de água e abastecimento; prevenção de incêndios, replantio de árvores e educação ambiental.

Os documentos foram desenvolvidos em nove meses e são embasados em estudos, levantamentos, documentos da Prefeitura e sugestões da população. “A nossa proposta é que fosse um plano fácil de operacionalizar. Já contamos com protocolos importantes junto com as secretarias, além da Polícia Civil, Brigada Militar e Corpo de Bombeiros”, frisa o secretário.

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“Todo esse monitoramento feito com as réguas e sensores é muito importante para, quando necessário, estarmos colocando os planos de estiagem ou alagamentos em ação”, completa.

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