A violência de gênero no Rio Grande do Sul voltou a crescer neste começo de ano. Foram dez mulheres mortas somente durante o mês de janeiro no RS.
Diante do cenário, o alerta fez com que o comando da Brigada Militar (BM) intensificasse o trabalho da chamada Patrulha Maria da Penha.

Foto: PAULO PIRES/GES
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Segundo o comando do 15º Batalhão da Polícia Militar (BPM), a atenção de Policiais Militares (PMs) acabou redobrada neste começo de ano.
A BM mantém um roteiro de visitações a vítimas da violência doméstica que receberam da Justiça Medidas Protetivas de Urgência (MPU).
Embora existam picos, a média é de 30 vítimas no contexto da Lei Maria da Penha surgindo a cada mês, mas nem todas pedem por proteção, segundo a Brigada.
Somente em agosto do ano passado, 154 vítimas buscaram auxílio e acabaram cadastradas, segundo o relatório organizado pelo quartel, em Canoas.
“Maria da Penha é prioridade”, confirma o tenente-coronel Clóvis Ivan Alves. “Intensificamos as ações e as visitas às vítimas, mas é claro que a demanda em Canoas é enorme devido à quantidade de mulheres cadastradas”, explica.
Somada às visitações, Canoas possui atualmente 40 agressores monitorados durante 24 horas em meio ao programa de Monitoramento ao Agressor criado pelo Estado.
A lembrar, o Rio Grande do Sul registrou 80 feminicídios em 2025, superando os 72 casos de 2024. Em quase 90% dos casos, o autor foi o companheiro ou ex da vítima.
Brutalidade
Mesmo que em 2026 não exista caso de feminicídio registrado em Canoas, um dos casos mais chocantes do ano aconteceu com uma adolescente oriunda do bairro Guajuviras.
Mirella dos Santos da Silva, 15 anos, acabou assassinada pelo namorado, de 25 anos, em Sapucaia do Sul, no último dia 20. A menor foi atingida com facadas no pescoço, rosto e costas após uma suposta discussão. O autor acabou preso horas depois do crime.
Morta a marteladas
Após sete meses sem uma morte, Canoas registrou um feminicídio durante o mês de julho, quando uma mulher acabou brutalmente assassinada pelo companheiro com golpes de martelo na cabeça.
A Brigada Militar prendeu o agressor ainda com a arma do crime ensanguentada em mão. À polícia, ele revelou que houve um desentendimento e então ele atingiu a vítima com o martelo.
Moradora do bairro Mato Grande, a vítima, Juliane Santos da Rosa, 29 anos, havia pedido Medida Protetiva de Urgência (MPU) em maio, mas logo depois retrocedeu e solicitou para que o monitoramento cessasse.
Conforme a Polícia Civil divulgou na época, Juliane possuía um longo histórico de violência vinculado ao companheiro, com quem terminava e voltava seguidamente até o trágico episódio que culminou em sua morte.
Canais de denúncia:
Brigada Militar – ligue 190
Guarda Civil Municipal – ligue 153
Central de Atendimento à Mulher – ligue 180
Disque Mulher Canoas – (51) 99275-8146
Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher (Deam) – Plantão (51) 99859-0943
Delegacia de Polícia de Pronto Atendimento (DPPA) – 3425-9000 – atendimento 24 horas, todos os dias.