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Maria da Penha

Em média, pelo menos duas mulheres acabaram agredidas por dia, durante o mês de dezembro, em Canoas

Período de alerta perdura, segundo a Brigada Militar, devido ao recesso para celebrações de ano novo

Publicado em: 30/12/2025 às 11h:09
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Gritos. Barulhos de coisas sendo quebradas. Uma criança chorando. Na manhã do último sábado (27), uma discussão virou agressão e caso de polícia em um condomínio no bairro Fátima, em Canoas.

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Assustados, os vizinhos ligaram para o 190. Foi acionada a Brigada Militar (BM) e o homem e a mulher foram conduzidos até a Delegacia de Polícia de Pronto Atendimento (DPPA) de Canoas.

Chamadas para o 190 por Lei Maria da Penha são prioridade entre os atendimentos da Brigada Militar (BM) | abc+



Chamadas para o 190 por Lei Maria da Penha são prioridade entre os atendimentos da Brigada Militar (BM)

Foto: PAULO PIRES/GES

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Segundo o comando do 15º Batalhão da Polícia Militar, este tipo de atendimento se tornou rotina. Isso porque os chamados vinculados à Lei Maria da Penha respondem pela maior demanda do quartel nesta época.

O tenente-coronel Clóvis Ivan Alves, que está à frente do 15º BPM, aponta que a Brigada Militar recebe, em média, até 300 chamadas pelo 190, em Canoas. Dentro do escopo de alta demanda recebido pelo quartel, as ocorrências de Maria da Penha são a maioria.

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“É o que mais acontece”, lamenta. “É a ocorrência mais incidente que recebemos pelo 190”, acrescenta.

Segundo o comandante, o alerta da corporação perdura nesta semana, quando há um novo recesso devido à celebração de ano novo, com reuniões envolvendo álcool em casa.

“A ocorrência de Maria da Penha é prioridade”, ressalta. “Há um empenho muito grande para ser evitada a violência e o feminicídio.”

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Histórico

Historicamente, desde 2018, quando o Estado passou a apontar a violência contra a mulher em números, pelo menos duas mulheres são agredidas por dia em Canoas durante os meses de dezembro.

Embora os números referentes ao mês de dezembro ainda não tenham sido fechados, segundo dados da Secretaria Estadual de Segurança, já em novembro passado, Canoas chegou ao número de duas mulheres agredidas ao dia. Foram 63 crimes.

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Patrulha

Em paralelo às ocorrências atendidas pela Brigada Militar em caráter de urgência, a Patrulha Maria da Penha mantém um trabalho periódico de acompanhamento das vítimas que pediram Medidas Protetivas de Urgência (MPU).

Somente durante o mês de dezembro, foram 160 visitas de Policiais Militares às casas das vítimas, seguindo o protocolo de proteção e vigilância estabelecido após a solicitação contra o agressor.

A média em Canoas é de 30 Medidas Protetivas de Urgência solicitadas mensalmente. Porém, o número de vítimas cadastradas no sistema é maior. Somente em agosto, houve 154 que entraram no radar da polícia.

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Feminicídio

Após sete meses sem uma morte, Canoas registrou um feminicídio durante o mês de julho, quando uma mulher acabou brutalmente assassinada pelo companheiro com golpes de martelo na cabeça.

A Brigada Militar prendeu o agressor ainda com a arma do crime ensanguentada em mão. À polícia, ele revelou que houve um desentendimento e então ele atingiu a vítima com o martelo.

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Moradora do bairro Mato Grande, a vítima, Juliane Santos da Rosa, 29 anos, estava no programa de proteção da Patrulha Maria da Penha, mas solicitou para que o monitoramento parasse.

Conforme a Polícia Civil divulgou na época, Juliane possuía um longo histórico de violência vinculado ao companheiro, com quem terminava e voltava seguidamente até o trágico episódio que culminou em sua morte.

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Canais de denúncia:

Brigada Militar – ligue 190
Guarda Civil Municipal – ligue 153
Central de Atendimento à Mulher – ligue 180
Disque Mulher Canoas – (51) 99275-8146
Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher (Deam) – Plantão (51) 99859-0943
Delegacia de Polícia de Pronto Atendimento (DPPA) – 3425-9000 – atendimento 24 horas, todos os dias.

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