O fim de semana foi marcado pela violência contra mulheres no Rio Grande do Sul. Se até o fim da semana passada, o Estado já havia superado o total de vítimas de feminicídio em comparação com dezembro, as mortes registradas nos últimos dois dias elevam a estatística no começo de 2026.
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Foto: Isaías Rheinheimer/GES-Especial
Antes deste fim de semana, sete mulheres foram assassinadas, sendo as duas últimas, até então, reveladas na última terça-feira (21). Uma delas se tratava da adolescente Mirella Santos da Silva, de 15 anos, morta a facadas pelo companheiro, Eduardo Albernaz da Silva, 25, em Sapucaia do Sul.
Ambas as vítimas deste deste sábado (24) e domingo (25) também foram alvos dos companheiros com golpes de faca, crimes cometidos na presença de crianças.
Assassinada em Novo Hamburgo
Karizele de Oliveira Sena, 30, – Kaka, como era conhecida – foi morta dentro da própria casa na Rua Ana Neri, no bairro Industrial, por volta das 5 horas da madrugada de sábado. No local estavam as filhas da vítima, uma adolescente, 13, e uma bebê de 9 meses.
Kelvyn Luan Tavares Nunes, 31, companheiro de Kaka, fugiu do endereço, mas acabou se entregando à Polícia após mais de 20 horas foragido. Ele foi preso preventivamente.
Morta após evento religioso em Tramandaí
Leila Raquel Camargo Feltrin, de 24 anos, foi morta a facadas pelo companheiro Wesley Samuel Schilling, 25, na manhã de domingo na residência do casal, no bairro São Francisco II, em Tramandaí, após uma discussão que teria começado por volta das 4 horas da madrugada.
As duas filhas da vítima, de 2 e 5 anos, também estava no local e dormiam no momento das agressões. A motivação do crime ainda será apurada pela Polícia Civil. Conforme o delegado Alexandre Souza, da Delegacia de Tramandaí, o autor alegou questões religiosas, relato considerado confuso pelo delegado.
Operação voltada para deter agressores
Ao todo, a operação Ano-novo, Vida Nova resultou na prisão de 29 agressores em 24 horas na última terça, além da apreensão de quatro armas de fogo e munições que estavam em posse dos indivíduos no momento do cumprimento dos mandados de busca e apreensão.
Denuncie
Brigada Militar – 190
Deve ser acionada imediatamente em situações de violência em andamento. Atendimento 24 horas em todo o Estado.
Polícia Civil
A vítima pode registrar ocorrência preferencialmente em uma Delegacia da Mulher ou em qualquer Delegacia de Polícia. Também é possível solicitar medidas protetivas previstas na Lei Maria da Penha.
Delegacia on-line
Permite o registro de ocorrência e a solicitação de medidas protetivas de urgência pela internet, sem necessidade de deslocamento.
Central de Atendimento à Mulher – Disque 180
Funciona 24 horas por dia, todos os dias da semana. Recebe denúncias, orienta sobre direitos e encaminha para a rede de atendimento. A ligação pode ser anônima.
Ministério Público do Rio Grande do Sul
Atende vítimas em suas Promotorias de Justiça e oferece canais de atendimento virtual.
Defensoria Pública – 0800 644 5556
Presta orientação jurídica gratuita às vítimas.
Centros de Referência de Atendimento à Mulher
Oferecem acolhimento psicológico e social, além de orientação e encaminhamento jurídico.