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EDUCAÇÃO

Desfile de jovens aprendizes do Senac Canoas celebra moda sustentável

Modelos e bichos de pelúcia foram criados com retalhos de tecidos descartados pela indústria local

Publicado em: 29/04/2026 às 18h:05 Última atualização: 29/04/2026 às 18h:06
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Já imaginou adolescentes disputando máquina de costura? Pois assim foi o projeto Moda Consciente que ensinou corte e costura para jovens aprendizes no Senac Canoas. A iniciativa mostrou como transformar retalhos em novas peças com muita criatividade. O resultado foi apresentado em um desfile de moda nesta quarta-feira (29) no estacionamento da unidade, no Centro.

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Desfile do projeto Moda Consciente foi nesta quarta-feira (29) no Senac Canoas | abc+



Desfile do projeto Moda Consciente foi nesta quarta-feira (29) no Senac Canoas

Foto: Nicole Goulart/Especial

Na passarela, os próprios alunos apresentaram as criações de roupas e de bichinhos de pelúcia – estes serão doados. Tudo feito com cerca de 240 kg de restos de tecidos doados por indústrias da região. Os looks também foram compostos por peças que estão no acervo do Senac.

A proposta é refletir sobre a moda, segundo a professora e coordenadora do curso de Moda do Senac Canoas, Bruna Rockembach. “Tivemos esse momento de conscientização com as nossas turmas de aprendizagem e fizemos esse convite para o projeto”, comenta.

“Para a nossa surpresa, eles mais que aceitaram, entraram de cabeça nesse projeto. Para muitos deles, foi o primeiro com a máquina. Teve ajuda das alunas de moda, então unimos duas áreas diferentes. Hoje, encerramos com um grande desfile”, destaca.

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Cerca de 50 jovens que integram o programa de aprendizagem do Senac participaram do projeto ao longo de pouco mais de um mês. Junto com o desfile, os estudantes também receberam um certificado.

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Muito aprendizado

A iniciativa foi uma grande oportunidade para a Mariana Chaves Medeiros, 17 anos, que pensa em ser design de moda. “Aqui eu pude ter uma ideia de como é. Ter essa pressão e conseguir fazer um vestido. Eu me senti muito feliz porque consegui realizar uma parte do meu sonho”, comenta.

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“Para mim foi uma experiência ótima. Aprendi sobre costura e a usar o manequim. Eu sinto que para um primeiro trabalho meu foi incrível. Eu gostei muito do resultado”, relata a jovem aprendiz que pretende continuar costurando.



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A ideia não é seguir na moda como a Mariana, mas o Eduardo Pietro da Silveira de Souza, 15 anos, também gostou de ter participado do curso. “Eu fiz os bichinhos e foi uma experiência boa de aprender. Acho que se eu precisar costurar, vou conseguir quebrar um galho”, brinca o jovem aprendiz.

A turma se dividiu em grupos dentro do projeto, como recorte e marketing. A Mylena Fraga e a Emilly Souza, ambas de 16 anos, ficaram responsáveis pela divulgação do Moda Consciente. E é justamente a responsabilidade que mais marcou as alunas que apresentaram o desfile.

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“A gente teve e estamos tendo muito responsabilidade em apresentar o desfile e também tivemos na criação dos posts também. Isso é algo que ficou pra mim”, afirma Emilly. “Acho que o trabalho em grupo porque todo mundo trabalhou assim. E todo mundo se ajudou”, destaca Mylena.

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Consciência e criatividade geram impacto

A responsabilidade destacada pelas jovens aprendizes também é com a moda. A turma usou a criatividade para dar novos destinados a retalhos de diversos tecidos, como jeans e malha, que iriam para descarte.

A proposta despertou a consciência dos alunos. “Foi uma experiência bem legal participar e ajuda muito o meio ambiente. Todos os tecidos que iam fora nós reutilizamos. Eu achei isso muito legal”, destaca Mylena.

A iniciativa também impactou Emilly. “Eu sou muito apegada às minhas roupas, não sou muito de me desfazer. Agora, se tiver o projeto de novo, eu espero ajudar na próxima vez com roupas e tecidos meus”, complementa.

É essa consciência que a professora Bruna Rockembach quis passar. “É fazer um momento de reflexão sobre o universo da moda e os impactos que ela tem. Mas mostrar também que a gente pode agir e impactar vida. Afinal de contas, a gente transformou aquilo que era descarte em coisas bonitas. A gente consegue sim ter bons resultados” ressalta.

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