A preservação material, histórica e cultural segue sendo objeto de reflexão e debate em Dois Irmãos. A pauta foi tema do 2º Seminário de Educação Patrimonial, que ocorreu neste sábado (20), no Espaço Cultural Antiga Matriz (ECAM), com quatro palestrantes e visitantes de toda a região, inclusive, de outros estados.

Foto: Paola Altneter/GES-Especial
De acordo com a diretora de Cultura, Elisandra Bremm, em 2002 foi sancionada a Lei Municipal nº 1.939/2002, que estabelece as diretrizes para a preservação dos bens materiais. “A gente tem 24 bens tombados, praticamente todos eles na Avenida São Miguel, então já se pensa em patrimônio há muitos anos”, afirma.
Devido à duas obras de restauro que estão ocorrendo, o tema voltou a ficar em evidência. “O Museu Municipal vamos estar entregando para a comunidade no início do mês de setembro, a previsão é dia 10, que é o dia do município, e a gente está com o restauro do Moinho Collet, que a primeira etapa foi a estrutura e agora a gente vai para a segunda etapa, que são as esquadrias e o telhado”, relata.
O investimento para o restauro do Museu Municipal foi de R$3 milhões, captados por meio de leis de incentivo. Para as obras emergenciais do Moinho Collet, a primeira etapa contou com o recurso de cerca de R$2 milhões do Fundo de Apoio à Cultura (Fac). O segundo estágio tem um projeto aprovado por meio da Lei de Incentivo à Cultura (LIC) no valor de R$2 milhões e R$1,5 milhão foram captados, conforme Elisandra.
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Resultados
O investimento na preservação e educação patrimonial é refletido nas esferas sociais, segundo Elisandra. “É o todo, porque quando se fala em cultura a gente fala em saúde. Se tivesse mais cultura com certeza teriam mais pessoas menos adoecidas, então o ganho é em tudo”, diz.
Depois de décadas, a preservação segue sendo relevante para o município por manter memórias. “Cuidar do patrimônio é deixar um legado, é deixar para os nossos netos e bisnetos o que aconteceu antes, porque se a gente não conhecer a história, a gente não vai cuidar dela”, menciona.
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Além do Seminário, o tema também é abordados nas instituições de ensino. Conforme Elisandra, em julho vão ser distribuídos nas escolas três mil livretos com informações lúdicas dos bens tombados, além do caderno do professor, que será on-line. “Se trabalha em todas as esferas, não é só um dia, é o ano inteiro. A gente é incansável nessa questão do patrimônio”, afirma.
História
O vice-prefeito Juarez Stein relembra que o primeiro movimento de preservação foi com o prefeito Romeo Benício Wolf, nos anos de 1980, que adquiriu uma casa enxaimel para construção do, na época, novo Museu Municipal, inclusive com participação do artista Flávio Scholles.
Depois, com o movimento de abaixo assinado para a preservação do Espaço Cultural Antiga Matriz, o imóvel passou para o município e foi tombado. “Aí sim começou a crescer essa ideia de que isso é importante e fundamental para a comunidade preservar a sua história e arquitetura”, diz.
O resultado para a comunidade, segundo a chefe do setor de Museu e Patrimônio Histórico, Katia Knorst, é a partir do conhecimento. “Ter estes bens, eles contam a história da imigração, tudo começou pela Avenida São Miguel, com a distribuição dos lotes, e a cidade foi crescendo ao entorno da Avenida”, comenta.