A falta de conexão entre uma subestação e a rede elétrica da Rio Grande Energia (RGE) está impedindo os estudantes e professores da Escola Municipal de Ensino Fundamental (Emef) Guajuviras de usar os ares-condicionados, em Canoas. Os 42 aparelhos estão instalados nas salas de aula, mas seguem desligados devido a falta de energia. De acordo com a Secretaria Municipal de Educação (SME), não há prazo para a solução do problema.
Isso porque o contrato com a empresa responsável pela instalação dos aparelhos precisa ser reiniciado pela nova administração municipal. Em seguida, um fiscal deve ser designado para acompanhar o contrato. Os trâmites são feitos pela Secretaria de Projetos de Captação de Recursos.
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Foto: Paulo Pires/GES
Segundo o diretor da Emef Guajuviras, Alex Totti Soares, a empresa precisa realizar dois serviços: fazer um pequeno reparo dentro da subestação e ligar os ares-condicionados à rede elétrica. Ambos precisam do apoio da RGE para desligar o fornecimento na região – por questões de segurança – e depois conectar o quadro de energia da subestação à rede. (Veja a nota da concessionária no final da matéria).
O diretor de Infraestrutura da SME, Francisco Costa dos Santos não dá um prazo para solucionar o problema, mas afirma que a RGE já foi avisada mais de uma vez. “A questão da Emef Guajuviras é burocrática. Houve uma falha da empresa e ela tem que reaver essa falha dentro da subestação. Para isso, a concessionária precisa desligar a rede. Já está comunicado com a RGE para resolver essa situação.”
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Foto: Paulo Pires/GES
No momento, somente o quadro antigo está ligado, permitindo o fornecimento de energia na escola. Entretanto, ele não suporta os novos ares-condicionados por ser de baixa tensão. A nova subestação foi entregue pela gestão anterior da Prefeitura de Canoas, no final do ano passado.
“Deixar claro que na escola todas as salas de aula tem ventilador. Aqui na escola não tem o ar-condicionado [em funcionamento], como nunca teve, mas temos garantido ventiladores em todas as salas de aula”, reforça o diretor da escola Alex Totti.
Reformas não abrangeram rede elétrica
A Emef Guajuviras atende 964 estudantes. O espaço com cinco prédios abriga 18 salas de aula, sala de recursos, biblioteca, quadra, área coberta, cozinha e refeitório, além da sala dos professores, secretaria e direção. Durante o desastre climático, no ano passado, a escola serviu de abrigo para mais de 500 pessoas por 67 dias.
A instituição foi uma das classificadas na categoria além do vermelho após vistoria pela SME em razão do nível de deterioração dos espaços. Assim como as demais escolas da rede municipal de ensino, a Emef passou por reforma antes do início do ano letivo. Mas a manutenção, como bem destacada pela secretaria na época, foram estruturais. A rede elétrica ainda não recebeu a devida atenção.

Foto: Paulo Pires/GES
De acordo com diretor de Infraestrutura, a reforma nas redes elétricas já estão sendo planejadas. “Com a troca de governo, muitos contratos ficaram paralisados. Agora, já estamos reavendo esses aditivos dos contratos anteriores parados e algumas escolas já vão reiniciar as obras de subestação. São aditivos de valores e de cronograma”, afirma.
Tais subestações ficam nas Emefs Ícaro (Centro), Monteiro Lobato (Rio Branco), Pernambuco (Niterói), Santos Dumont (Niterói) e Sete de Setembro (Estância Velha). Os fiscais de contrato serão designados após o carnaval.
Secretarias estão cientes dos problemas
Os 2 mil ventiladores e os 800 aparelhos de ares-condicionados adquiridos pela SME antes do início do ano letivo ainda não foram instalados. “Eles ainda estão em processo de empenho. Quando sai do empenho, começamos a fazer os pedidos e depois são entregues”, detalha.
“A questão da elétrica afeta todas as escolas. Fora as que estão sendo construídas prédios novos, as escolas mais antigas que não receberam tipo de reforma elétrica vão ter problemas de ventiladores e ar-condicionados”, observa Francisco.
Uma das escolas citadas pelo diretor da SME é a Nelson Paim Terra, que ficou sem ventilador e agora todos que foram instalados estão em funcionamento. Já na Emef Prefeito Edgar Fontoura, o problema está no direcionamento de carga nos ares-condicionados.
“Não tem como dar um prazo. Mas já há um levantamento por parte da Secretaria de Projetos de Captação de Recursos das escolas que necessitam de reforma elétrica. Vamos fazer uma reunião para definir o que será feito”, completa.
O que diz a RGE
Em nota enviada na sexta-feira (28), a RGE informou que aguarda o pedido de desligamento programado por parte da empresa contratada pela Prefeitura de Canoas. “A partir da solicitação, a RGE irá realizar o desligamento da rede para que a empresa contratada possa fazer as adequações com segurança e posteriormente a RGE fazer a ligação da subestação”, declara.