A eliminação do Brasil na Copa do Mundo, no último domingo (5), diante dos vikings da Noruega, causou prejuízos para comerciantes e lojistas que investiram em produtos mirando a Seleção Brasileira.
Até a derrota por 2 a 1 para os noruegueses, havia uma movimentação na busca por camisetas, bandeiras, vuvuzelas, apitos e outros produtos no comércio da área central de Canoas.

Foto: PAULO PIRES/GES
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A empolgação, não observada logo no começo do Mundial, cresceu após a vitória da Seleção Brasileira na partida contra o Japão, primeira dentro do sistema de mata-mata popular na Copa do Mundo.
Trabalhando como vendedora em uma loja do Calçadão, Gabriela Oliveira disse que o movimento melhorou após a partida com o Japão e explodiu antes do jogo contra a Noruega, mas agora inexiste.
“No começo, pegavam apenas bandeirinhas”, lembra. “Depois do Japão, começaram a comprar camisas, mas agora não sai mais nada. Tudo acabou guardado no depósito da loja e não sei o que a dona irá guardar.”
Ao contrário do que aconteceu em outras edições da Copa, a maioria não apostou alto em produtos ligados à Seleção. Isso porque já era grande a desconfiança com o grupo, mas houve, entretanto, aqueles que investiram pesado.
Quem também perdeu dinheiro foi o comerciante Jorge Bernardes. Ele investiu em nada menos que 200 camisas verde e amarelas pensando em lucrar com o avanço do Brasil na Copa do Mundo.
Como resultado do fracasso da Seleção em campo, acabou embalando uma a uma. A ideia é deixar o material armazenado no depósito para tentar comercializar somente na Copa do Mundo de 2030.
“Encaixotei para a próxima Copa do Mundo”, conta. “Embalei uma por uma, porque morro de medo de que mofem e eu perca todo o dinheiro que investi. É brabo, porque agora ninguém mais está interessado.”
Lucro
Houve, é claro, quem pendurou as bandeiras e coloriu de verde-amarelo as gôndolas e conseguiu retorno positivo durante a passagem do Brasil pelo Mundial.
Gerente de uma loja na Avenida Victor Barreto, Alex Silva disse que não dá para reclamar, já que conseguiu comercializar não apenas camisetas.
“Foi bom enquanto durou”, diz. “Vendemos camisetas, toucas, mantas. Então, o retorno foi positivo, embora a gente pensasse que a Seleção continuaria por mais tempo.”
Camisas
A Copa do Mundo de 2026 segue até o dia 19 de julho, um domingo. Enquanto a grande final não chega, há quem continue buscando lucro com o Mundial.
Nas vitrines de algumas lojas é possível observar camisas da Argentina, França e até da Noruega, mas o movimento nas vendas não tem sido grande.
“Povo até vem, aponta e olha bastante”, disse a vendedora Cristiane Barcelos. “Mas não há ninguém muito animado para comprar”, completou.