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NO ESTÂNCIA VELHA

Enfermeira morta pelo marido dará nome a praça em Canoas

Patrícia Rosa dos Santos foi vítima de feminicídio em outubro de 2024

Publicado em: 10/12/2025 às 14h:53 Última atualização: 10/12/2025 às 15h:26
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Foi aprovado por unanimidade, na sessão ordinária desta terça-feira (9), o Projeto de Lei Legislativo nº 139/2025, que denomina a praça localizada na Rua Arroio Teixeira, no bairro Estância Velha, como Praça Patrícia Rosa dos Santos. A proposta, de autoria do vereador Cris Moraes (PV), presta homenagem à enfermeira canoense vítima de feminicídio em outubro de 2024.

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Homenagem foi proposta pelo vereador Cris Moraes | abc+



Homenagem foi proposta pelo vereador Cris Moraes

Foto: Gian Guglieman/CMC

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Patrícia, conhecida carinhosamente como “Pati” por amigos e familiares, teve sua vida interrompida de forma brutal. O principal suspeito é seu então companheiro, que era médico e está preso preventivamente.

Profissional dedicada da área da saúde, atuava no Hospital de Pronto Socorro de Canoas (HPSC), onde marcou colegas pela sensibilidade no cuidado com os pacientes e pelo compromisso com a profissão. Durante a discussão do projeto, o vereador Cris Moraes destacou o caráter simbólico da homenagem. Em discurso, relembrou a trajetória da enfermeira e reforçou a urgência de ações mais firmes no enfrentamento à violência contra a mulher.

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“Memória, justiça e amor”

“Essa homenagem carrega memória, justiça e amor. A forma como a Pati nos deixou foi cruel. Ela foi vítima de um feminicídio calculado, cometido por quem deveria protegê-la. Não podemos permitir que histórias como essa continuem acontecendo. Este projeto é um marco para que a cidade de Canoas diga, em voz alta, que não esquecerá o que aconteceu com a Patrícia – e que nenhuma outra mulher deve passar por isso”, afirmou o parlamentar.

Cris também mencionou a mobilização da família da enfermeira, que desde o crime atua de forma incansável na luta por justiça e na preservação da memória de Patrícia. Segundo ele, o nome da praça será uma forma de manter viva a história da profissional e transformar a dor em conscientização.

Com a aprovação do projeto, a Praça Patrícia Rosa dos Santos passa a integrar oficialmente o mapa urbano de Canoas, tornando-se um espaço de memória e reflexão sobre o combate ao feminicídio. A sanção da lei e a instalação da nova placa devem ocorrer nos próximos dias.

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Relembre o caso

Na manhã do dia 22 de outubro, a irmã de Patrícia Rosa dos Santos procurou a Polícia Civil para denunciar o caso. A denúncia serviu de combustível para que a Polícia Civil chegasse à casa da vítima, instantes antes de o corpo ser recolhido por uma funerária.

Patrícia teve o óbito registrado pelo Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) por ataque cardíaco, no entanto, os policiais encontraram na casa indícios de que ela havia sido assassinada.

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O trabalho da perícia e a consequente apuração revelaram que marido vinha dopando a vítima por meio de medicação colocada no sorvete. Com Patrícia dormindo, dosava medicação para induzir o ataque cardíaco, revelaram os laudos.

“Foi tudo premeditado para matar a mulher e escapar impune”, afirmou à época o delegado Arthur Hermes Reguse. “Se a irmã não tivesse o lampejo de correr até a polícia, o laudo de ataque cardiorrespiratório seria aceito. Só que ela era uma jovem enfermeira sem nenhum histórico cardíaco.”

Prisão

O médico e marido da vítima está preso desde o dia 29 de outubro de 2024, sob a suspeita de dopar a enfermeira com medicação colocada em sorvete e a aplicação de substância que induziu o ataque cardíaco, que vitimou Patricia, segundo a Polícia. O réu está confinado na Penitenciária Estadual de Canoas (Pecan). Ele também teve o registro profissional suspenso pelo Conselho Regional de Medicina do Estado do Rio Grande do Sul (Cremers). A decisão foi homologada pelo Conselho Federal de Medicina (CFM) e segue em vigor.

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