Com a tenda levantada e as bancas abertas, a Feira de Natal da Economia Solidária começou nesta segunda-feira (15), no Centro de Canoas. O espaço conta com diversos itens e é mais uma opção para quem quer garantir os presentes neste final de ano. A feira segue até o dia 23 de dezembro, sempre das 9 às 18 horas.
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Foto: Paulo Pires/GES
Quem passa pelo local, encontra velas, panos de prato, chinelos, bonecas, canecas, além de peças em crochê, macramê, biscuit e madeira. Na banca do Adnan Mahmud, 64 anos, por exemplo, tem cuias, bombas de chimarrão, canecas e taças. “Personalizamos tudo e a gravação é gratuita”, afirma.
Mas o item que mais chama a atenção é o incensário. A peça de madeira retrata uma cozinha rústica, com fogão à lenha, chaleira e chaminé. E é nela que se coloca o incenso para sair a fumaça.
Quem levou um desses para casa, e personalizado, foi a técnica em farmácia hospitalar Rosana Taboada, 49 anos. “Eu achei perfeito. Estou levando para mim mesma”, conta a moradora do bairro Niterói que estava de passagem pelo Centro.
É com esse cliente que passa e aproveita para levar alguma coisa que o artesão conta. “A verdade é que nós precisamos de um ponto comercial. Mas temos que trabalhar com o que tem e seguir lutando. A gente espera que o público nos encontre e possa aproveitar”, comenta.
Enquanto faz a gravação nas taças e vende o incensário, o artesão reflete sobre a expectativa para mais uma feira. “Vamos trabalhar como sempre trabalhamos: com carinho e com cuidado. Espero que dê um resultado positivo, como em todos os anos”, conclui.
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Empreendedores ainda se recuperam da enchente
Na banca ao lado, a Lilian Lopes, 46 anos, vende enfeites para chimarrão, canetas personalizadas, imãs de geladeira e santinhos de mesa. Todos são confeccionados em biscuit.
A artesã participa das feiras desde 2014 e também acredita que as vendas serão positivas. “Espero que seja uma feira muito boa. Ainda estou me recuperando da enchente. O ateliê está quase e a casa ainda falta um pouquinho”, relata a morada do Harmonia.
Assim como a Leila, muitos empreendedores ainda estão em processo de recuperação da enchente, como destaca a coordenadora do Fórum Canoense de Economia Solidária, Sandra Pires Corrêa.
“Estamos com muito foco, muita determinação, para conseguir realizar. E ela não está no tamanho que deveria estar. A nossa feira está com somente 20 espaços, mas deveria ser 30 e cada espaço é dividido por dois a quatro artesãos. Muitos que ainda não conseguiram retomar por causa da enchente ainda”, explica.
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Feira segue até dia 23
O espaço segue aberto na Rua Ipiranga, entre a Avenida Victor Barreto e a Rua 15 de Janeiro. A feira acontece das 9 às 18 horas até o dia 23 de dezembro. Nesta quarta-feira (17), acontece a abertura oficial, a partir das 14h30, com apresentação de dança cigana.
A realização é da Secretaria Municipal de Desenvolvimento Econômico (SMDEI), através da Diretoria da Economia Solidária. A Fundação Gerações também foi parceira dos empreendedores ao longo do ano, destaca Sandra.
Espaço mudou de lugar em relação ao ano passado
Quem anda pelas ruas do Centro, deve lembrar que as feiras de Natal aconteciam na Rua Tiradentes, próximo ao Calçadão. Mas, a pedido dos comerciantes locais, o local foi alterado pela administração municipal.
A presidente do Fórum Canoense de Economia Solidária reforça o novo endereço para que o público encontre a feira e possa aproveitar. “Não é o lugar ideal, mas é bom. Por isso, precisamos trabalhar bastante com a divulgação exatamente para a comunidade saber onde estamos”, entende Sandra.
E completa: “nós não somos concorrentes dos lojistas do Calçadão. Também somos contribuintes e fazemos a economia girar. Queremos consumir aqui dentro do município, ajudando quem vive do seu próprio negócio. Assim como nós.”