
Foto: Paulo Pires/GES
Como continuidade ao trabalho executado no popular viaduto da Metrovel, houve estreitamento de pista desde as primeiras horas por parte de operários ligados ao Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit).
Os cones sinalizando a presença de homens e máquinas na rodovia causaram uma retenção no tráfego que se estendeu do ponto da obra de ampliação do viaduto até a altura da Estação Mathias Velho.
Os operários trabalhavam em cima e embaixo do viaduto para remover postes, componentes e fiação elétrica acoplada às muretas do viaduto. Isso porque os muros de proteção devem ser removidos em breve, conforme o Dnit.
A operação, informaram profissionais ligados ao canteiro de obras que se formou em torno do viaduto, é complexa e deve continuar ao longo da semana que vem, quando as muretas enfim serão removidas.
À reportagem, um técnico adiantou que a operação de remoção das muretas – pesados blocos de concreto – deve ser executada à noite, até o meio da próxima semana, devido à dificuldade envolvida no processo.
“O Departamento planeja a remoção das muretas durante a madrugada adentro, porque o caminhão responsável pelo serviço é uma máquina pesada, e deve tomar um espaço bem maior que uma pista”, explicou o profissional, que disse não ter autorização para falar pela autarquia federal.
Enquanto isso, será necessária paciência dos motoristas que, ao passar por Canoas, precisam manter atenção para desviar dos cones que sinalizam a presença de homens e máquinas em ação sobre o viaduto.
Reclamações
Motorista de aplicativo, Odair Brasil, 56 anos, já cansou do para e arranca ao circular pela área. Ele comenta que, na velocidade que a obra anda, o viaduto só estará pronto em 2030.
“Falaram que a previsão é um ano de obra, mas do jeito que evolui, só acabam depois de 2030”, opina. “Tá uma porcaria para circular. E irrita mais a gente não ver uma evolução gradativa no serviço.”
Atendente de um posto de combustíveis próximo ao local, Guilherme Macedo, 34 anos, observa que o maior avanço da obra, durante a última semana, é a instalação dos andaimes.
“A gente que convive com as buzinas e os gritos acaba torcendo para essa obra acabar de uma vez, mas está complicado, porque, nesta semana mesmo, eu só vi subirem e descerem andaimes, mas pouca coisa aconteceu”, reclama.

Foto: Paulo Pires/GES
Previsão de um ano
Quem circula pela BR-116, sabe que há uma série de trabalhos executados ao longo da rodovia. A obra mais complexa, segundo a própria autarquia, trata-se da ampliação do viaduto da Metrovel.
A obra entre os quilômetros 264 e 265 da BR-116 está prevista dentro do Lote 1 de melhorias operacionais e de segurança viária, projetadas para a rodovia federal.
A previsão, segundo o Departamento de Infraestrutura de Transportes, é que dure, no mínimo, um ano, contado a partir do dia 1º de fevereiro, quando acabou fincada a primeira estaca na área.