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Saúde

"Fomos chutados pelo WhatsApp", diz enfermeira do HPS de Canoas que acabou demitida

Sindisaúde-RS cobra recontratação dos profissionais demitidos em Canoas; Administração garante, na manhã desta quinta-feira (5), que os atendimentos à população não sofreram impacto

Publicado em: 05/06/2025 às 10h:29 Última atualização: 05/06/2025 às 14h:39
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Após serem desligados na noite desta quarta-feira (4), profissionais do Hospital de Pronto Socorro de Canoas (HPSC) se reúnem, na manhã desta quinta-feira (5), em frente ao Paço Municipal.

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Manifestação, na manhã desta quinta-feira (5), visa a recontratação dos profissionais que acabaram desligados do HPS na noite desta quarta-feira (4)



Manifestação, na manhã desta quinta-feira (5), visa a recontratação dos profissionais que acabaram desligados do HPS na noite desta quarta-feira (4)

Foto: Paulo Pires/GES

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A manifestação organizada pelo Sindisaúde-RS reúne profissionais de diversos setores, que acabaram afastados. Todos querem ser recontratados diante da rescisão abrupta.

Técnica em enfermagem, Laura Macedo, 39 anos, disse ter sido extremamente desrespeitosa a maneira como ocorreram os desligamentos, já que todos acabaram sabendo das demissões por meio do WhatsApp.

“Fomos chutados por mensagem pelo WhatsApp”, reclama. “É de uma falta de respeito sem tamanho a gente trabalhar pela saúde e, de repente, assim do nada, ser demitido sem maiores satisfações.”

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Na avaliação do Sindicato, os profissionais já vinham sofrendo enormemente devido às condições inadequadas de trabalho e a falta de insumos. Não mereciam, portanto, um desligamento na forma como aconteceu.

“A gente acompanha a saúde de Canoas e sabe a dificuldade que os profissionais do HPS vinham encarando”, comenta o representante do Sindicato, Arlindo Ritter. “Eles não mereciam levar o tratamento que receberam da Administração em um momento tão sensível para a saúde.”

Posicionamento

Por meio de nota, a Prefeitura de Canoas informa que encerrou o contrato com o Instituto de Administração Hospitalar e Ciências da Saúde (IAHCS) para a administração do Hospital de Pronto Socorro de Canoas (HPSC).

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Na noite desta quarta-feira (4), a porta de emergência do HPS no Hospital Nossa Senhora das Graças (HNSG) passou a ser gerida pelo Graças e a direção do hospital já efetuou o manejo das equipes para que não haja impacto à população.

O atendimento de emergência junto ao Graças, garante a Administração, seguirá normalmente e a direção do Hospital já reorganizou as equipes para a manutenção do serviço sem interrupções ou impactos para a população.

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O Hospital Nossa Senhora das Graças, informa a Prefeitura, segue tomando todas as medidas possíveis para reduzir a superlotação da emergência registrada nos últimos dias.

Como medidas, estão sendo providenciadas a abertura de leitos e a utilização de leitos de convênios, a reavaliação constante de todos os internados para que possam ser transferidos para outras unidades ou liberados, o remanejo de equipes e a implementação de novos fluxos internos de trabalho.

O encerramento do contrato, avalia a Administração, é mais uma medida de reorganização da Saúde no Município e resultará na melhor utilização de recursos públicos para o setor.

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“Desde o início da atual gestão, em janeiro, a Prefeitura vem avaliando todos os serviços prestados ao Município e identificou, na gestão do HPSC, pontos que precisavam de correção”, explica o secretário de Governo, João Portella. “A Prefeitura estava pagando por um serviço cujo volume de produção caiu muito após a enchente e o fechamento temporário do prédio do HPSC. Também houve problemas no pagamento de profissionais de saúde contratados pelo IAHCS que atuam no hospital, o que teve impacto direto no atendimento da população. Como não houve consenso com a empresa, a Prefeitura optou, junto ao Governo do Estado, por encerrar o contrato”, concluiu.

A Procuradoria Geral do Município e a Secretaria Municipal da Saúde estão tomando as medidas necessárias para garantir que todos os funcionários do IAHCS tenham acesso aos seus direitos trabalhistas caso eles sejam desligados pela empresa.

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A Prefeitura defende que segue articulada com o governo do Estado nos preparativos para a abertura de uma porta de Emergência junto ao Hospital Universitário (HU) em até 90 dias, que resultará no aumento da oferta de leitos de Emergência na cidade, severamente impactada pelo fechamento do prédio do HPSC causado pela enchente de 2024.

“Estamos nos reunindo semanalmente com a equipe da Secretaria Estadual da Saúde para viabilizar essa nova porta de Emergência”, afirma o secretário municipal da Saúde, Marcelo Reis. A reunião mais recente ocorreu também na quarta-feira (4), com a participação do prefeito Airton Souza e a secretária estadual da Saúde, Arita Bergmann, além de secretários municipais e adjuntos da pasta estadual.

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O prédio do Pronto Socorro no bairro Mathias Velho, afetado pela enchente, segue em reformas e a administração municipal vai definir em conjunto com o governo do Estado os serviços que serão oferecidos no local após a conclusão das obras.

Sem retorno

A reportagem entrou em contato com o Instituto Administração Hospitalar e Ciências da Saúde, no entanto, até o fechamento desta matéria, não houve retorno da empresa. 

Em meio a onda de demissões, funcionários do HPSC protestam contra a forma em que foram desligados
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