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SAÚDE

Hospital Nossa Senhora das Graças retoma mutirões para reduzir filas em Canoas

Pacientes de várias especialidades já estão sendo contatados para marcar a data de seus procedimentos

Publicado em: 08/01/2026 às 10h:51
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A partir de janeiro, o Hospital Nossa Senhora das Graças (HNSG) retoma os mutirões de cirurgias, consultas e exames, com foco direto na redução de filas. A estratégia amplia turnos, utiliza toda a estrutura disponível do hospital e mobiliza equipes extras para acelerar os atendimentos.

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Atualmente, mais de 4,2 mil pessoas aguardam por cirurgias eletivas no HNSG. A principal demanda é para cirurgias gerais, com 980 pacientes, seguida de cirurgias urológicas (923) e neurológicas (744).

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Hospital Nossa Senhora das Graças | abc+



Hospital Nossa Senhora das Graças

Foto: Renan Caumo/PMC

A ação prevê a realização de procedimentos em diferentes especialidades, incluindo cirurgias de vesícula, hérnias, quadril, joelho, mão, ombro, próstata, procedimentos ginecológicos, laqueaduras e vasectomias, além de outras demandas cirúrgicas. A meta inicial é realizar mil procedimentos cirúrgicos e mil consultas com especialistas nos próximos meses, além de todos os exames necessários para as operações.

Além das cirurgias, também haverá oferta concentrada de consultas e exames, preparando os pacientes para os procedimentos.

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A previsão de início é a partir do dia 19 de janeiro, com a utilização de oito salas cirúrgicas e a mobilização de mais de 200 profissionais. Os atendimentos ocorrerão principalmente nos finais de semana, período em que a rotina do hospital é reduzida, e também no terceiro turno, das 19 horas à meia-noite, podendo se estender conforme a necessidade.

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Cadastro atualizado

A equipe do hospital já iniciou o contato com pacientes que aguardam na fila de espera e reforça a importância de manter os dados cadastrais atualizados, especialmente os telefones. Caso o paciente não possa comparecer na data agendada, é fundamental avisar com antecedência para que a vaga seja repassada a outra pessoa, sem prejuízo da posição na fila.

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Segundo a diretora do Hospital Nossa Senhora das Graças, Daniela Oliveira, a iniciativa busca dar uma resposta a quem espera há muitos anos por atendimento. “Estamos organizando uma grande ação para impactar de verdade nas filas. São cirurgias que não eram consideradas urgentes, mas que, após tantos anos de espera, se tornaram. Nosso compromisso é ampliar o acesso usando toda a estrutura disponível do hospital, sem interromper os atendimentos da emergência e dos pacientes internados. Com equipes extras e mais turnos, queremos garantir que essas pessoas finalmente recebam o cuidado que aguardam há tanto tempo”, afirma.

Para a secretária municipal da Saúde, Ana Boll, os mutirões representam um alívio para quem convive há anos com a expectativa de ser atendido. “Sabemos que muitas pessoas aguardam há anos por uma cirurgia ou consulta. Esses mutirões são uma forma de acelerar o atendimento, reduzir a espera e devolver qualidade de vida”, afirma. “Esses mutirões estão sendo viabilizados com recursos próprios do Município e contam com a organização direta da instituição. É o hospital que fará o contato com os pacientes e a gestão dos atendimentos, garantindo que o acesso aconteça de forma organizada e eficiente”, conclui.

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Atendimentos em 2025

O Hospital Nossa Senhora das Graças (HNSG), em Canoas, registrou 162.198 atendimentos entre janeiro e novembro de 2025. A instituição, que é referência para mais de 200 municípios do Rio Grande do Sul, manteve a oferta de serviços mesmo diante dos desafios enfrentados ao longo do ano.

O hospital, apesar de não ter sido atingida pela enchente de 2024, sofreu impacto na sua estrutura, que divide com o Hospital de Pronto Socorro de Canoas, finanças e fluxos de trabalho. 

A projeção da instituição era encerrar o mês de dezembro com 175 mil atendimentos, resultado que evidencia o esforço conjunto de profissionais, gestão e processos internos para garantir assistência à comunidade mesmo em um ano marcado por grandes desafios.

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“Mesmo com todos os problemas de um ano após enchente e com várias dificuldades financeiras, com gestão e processos de trabalho se fez muito”, destacou a diretora-geral do HNSG, Daniela Oliveira.

 

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