O Hospital Universitário de Canoas concluiu nesta quinta-feira (14) a primeira edição do Programa Nova Visão, mutirão oftalmológico que realizou 751 cirurgias de catarata, 1.619 consultas e 10.916 exames em pacientes do SUS de Canoas.
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Foto: Divulgação/Comunicação HU
A iniciativa foi promovida pela Associação Saúde em Movimento (ASM), gestora do HU, com apoio da Prefeitura de Canoas e do Grupo Hospitalar Conceição, por meio do do programa Agora Tem Especialistas, do Governo Federal.
Os atendimentos clínicos ocorreram entre os dias 6 e 9 de maio, enquanto os procedimentos cirúrgicos foram realizados entre os dias 11 e 13. Neste primeiro mutirão, foram priorizados pacientes com mais de 60 anos que aguardavam na regulação do SUS.
No início dos atendimentos, a fila do SUS em Canoas para atendimentos oftalmológicos era de 10.512 pessoas. Os atendimentos realizados representam a diminuição de 15,4% deste montante.
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“Devolver a dignidade”
O CEO da ASM, Cláudio Vitti, destacou o impacto social da ação. “Poder trazer para o HU algo tão grandioso, que consiga impactar e fazer a diferença na vida de tantos pacientes em tão pouco tempo, é algo que eu sempre sonhei e idealizei. É devolver dignidade para as pessoas, permitir que elas voltem a enxergar e tenham ainda mais qualidade de vida”, afirma.
A superintendente do HU, Tatiani Pacheco, afirma que os números surpreenderam até mesmo a equipe médica envolvida na ação.
“Mais de 90% dos pacientes que aguardavam por consulta com oftalmologista tinham encaminhamento para cirurgia nos dois olhos. Isso demonstra de forma muito clara o tamanho da demanda reprimida e o quanto iniciativas como essa são importantes para ampliar o acesso da população aos procedimentos especializados”, explica.
Segundo ela, para ampliar o número de pacientes beneficiados já nesta primeira edição, foi realizada inicialmente a cirurgia de um dos olhos, deixando o segundo procedimento já programado.
“A segunda edição do Programa Nova Visão já nasceu durante o primeiro mutirão. Logo nos primeiros dias percebemos a necessidade de continuidade, porque praticamente todos os pacientes atendidos eram idosos e apresentavam dificuldades severas de visão”, ressalta.
A próxima edição do mutirão está prevista para a segunda quinzena de agosto. Neste novo momento, serão realizadas as cirurgias do segundo olho dos pacientes já atendidos, além dos procedimentos de quem consultou e não operou agora.
Abstenção preocupa equipe médica
O diretor técnico do HU, Fernando Farias, ressalta que a ausência dos pacientes agendados ainda é um dos principais desafios enfrentados pela instituição. “Este é um problema muito sério. Chamamos mais de dois mil pacientes nos quatro dias de atendimento e, mesmo assim, mais de 400 pessoas confirmadas não compareceram. Isso acaba tirando a oportunidade de outros pacientes que também aguardam por atendimento”, afirma.
O médico reforça a importância da comunicação prévia em caso de impossibilidade de comparecimento. “Quando o paciente avisa que não poderá vir, conseguimos chamar outra pessoa da fila e ampliar ainda mais a assistência para quem precisa”, completa.