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ATENDIMENTO MÉDICO

"Meu anjinho foi para o céu": Família lamenta morte de bebê na Policlínica de Nova Santa Rita

Isabella do Nascimento da Silva tinha um ano e sete meses; Prefeitura determinou abertura de sindicância para apurar o caso

Taís Forgearini
Publicado em: 06/10/2025 às 20h:32 Última atualização: 07/10/2025 às 10h:43
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“Meu anjinho foi para o céu”, lamenta a avó de Isabella do Nascimento da Silva, Selanira de Almeida Lara. A bebê de um ano e sete meses, moradora do bairro da Pedreira, em Nova Santa Rita, morreu na madrugada de sábado (4).

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Isabella do Nascimento da Silva | abc+



Isabella do Nascimento da Silva

Foto: Arquivo pessoal

Segundo a família da criança, o motivo seria uma pneumonia não diagnosticada e tratada tardiamente na Policlínica 24 Horas do Município. A Prefeitura de Nova Santa Rita informou que determinou a abertura de sindicância e a avaliação do Comitê de Mortalidade Materno-Infantil, a fim de esclarecer com total transparência as circunstâncias do caso.

De acordo com Selanira, os pais de Isabella buscaram o primeiro atendimento na quarta-feira (1º), na Policlínica de Nova Santa Rita.

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“Custaram para atender. Durante a consulta, não pediram e nem fizeram nenhum exame. Disseram que era dor de garganta. Deram uma medicação e mandaram para casa. No dia seguinte, ela continuava indisposta, com dificuldade para respirar e com febre. Na quinta-feira, a minha filha e o marido retornaram, duas vezes, com a Isabella na Policlínica e, novamente, eles não fizeram nenhum exame. Dessa vez, disseram que era um resfriado”, explica a avó.

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Diante da piora no quadro de saúde, a família levou a bebê para consultar em uma clínica particular, em Canoas, e em um hospital da capital gaúcha.

“Ela continuava com febre e não queria comer. Estava com moleza no corpinho. Na sexta-feira, eles voltaram até a Policlínica. Quase tiveram que brigar para conseguir atendimento. Houve um bate-boca. Era troca de turno, tinha médico que não queria atender. Na minha opinião, não se importaram. Trataram com descaso. Depois de muita insistência, eles decidiram fazer um raio-x, mas já era tarde demais. Minha neta faleceu na madrugada do sábado.”

Registro na Polícia

Selarina conta que a família busca justiça e pretende registrar um boletim de ocorrência contra o Município de Nova Santa Rita.

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“Estamos inconformados. Queremos justiça. Precisa ser investigado a forma como as pessoas são atendidas na Policlínica. Estamos sofrendo com a perda do nosso anjinho e não queremos que outras famílias passem pela mesma coisa. Exigimos uma investigação séria e responsável.”

Nas redes sociais, o pai de Isabella desabafou sobre a situação. Na postagem, ele destacou o sentimento de dor e reforçou o pedido de justiça.

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“Não foi feito nada correto. Se tivessem feito [o raio-x] na quarta-feira, de repente, teriam salvo a nossa filha. Tivemos quatro vezes para só quarta vez fazerem alguma coisa.”

“Todos disseram que era uma gripe, sem exames. Somente na sexta-feira fez o bendito do raio-x. Quero justiça para que não aconteça com outros pais”, diz um trecho da publicação.

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O que diz a Prefeitura de Nova Santa Rita

Por meio de nota, a Prefeitura Municipal de Nova Santa Rita afirmou que determinou a abertura de sindicância, além da solicitação de avaliação do Comitê de Mortalidade Materno-Infantil, a fim de esclarecer com total transparência as circunstâncias do caso. Segundo a Secretaria Municipal de Saúde e a direção da Policlínica 24 Horas, foram adotaram todas as medidas cabíveis para a imediata apuração dos fatos.

“A Prefeitura Municipal de Nova Santa Rita, por meio da Secretaria Municipal de Saúde, manifesta profundo pesar pelo falecimento da criança Isabella do Nascimento da Silva, ocorrido no último sábado. Neste momento de imensa tristeza, expressamos nossa solidariedade e nossos mais sinceros sentimentos à família e aos amigos, unindo-nos à dor por essa perda irreparável”, diz o texto.

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Na tarde desta segunda-feira (6), o secretário municipal de Saúde, Bryan Freitas, reuniu-se pessoalmente com o pai da criança, reafirmando o compromisso da Prefeitura em garantir que todas as providências necessárias estão sendo tomadas para elucidar o ocorrido com celeridade e responsabilidade.

Segundo o texto, o pai teria relatado que, após a primeira consulta da criança na Policlínica, na última quarta-feira (1º), a levaram novamente na quinta-feira (02) e que, em ambos atendimentos, não foram realizados exames de diagnóstico, sendo esses solicitados de acordo com critérios clínicos pelo profissional que realiza o atendimento. Na sexta-feira (3), levaram a menina a um hospital na Capital e, após, em uma clínica em Canoas. Mesmo assim, retornaram até a Policlínica na sexta-feira (3).

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A direção da Policlínica 24h reitera que seguiu todos os protocolos e realizou todos os esforços no atendimento de Isabella, realizando um atendimento completo, com exames laboratoriais e de raio-X.

“A Prefeitura destaca que tem atendido cerca de mil crianças por mês e reitera seu compromisso com a verdade, a responsabilidade e o respeito à vida, assegurando que o caso recebe toda a atenção e prioridade necessárias. Assim que concluída a apuração, será emitida uma resposta oficial à sociedade, em respeito à comunidade e aos princípios de transparência que norteiam a administração pública”, diz a nota.

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