Mato alto, lixo espalhado, brinquedos quebrados, lixeiras e bancos danificados e iluminação deficitária são problemas recorrentes em diversas praças de Canoas. A falta de manutenção e a má conservação dos espaços transformam o cenário, outrora de brincadeiras e encontros, em símbolo de abandono e insegurança para a população.

Foto: Paulo Pires/GES
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No bairro Fátima, moradores denunciam a situação atual de negligência da praça Paulino Cândido Vignochi, localizada na Rua Tancredo Neves. O cenário de descuido muda a rotina dos frequentadores, que perdem um espaço de lazer e convívio.
Revitalizada em novembro de 2023 com recursos de emenda parlamentar, no valor de R$ 178 mil, a praça concentra acúmulo de lixo, grama e capim altos no entorno de brinquedos, bancos e lixeiras, um balanço com madeira quebrada e um bueiro sem tampa. A quadra esportiva também apresenta sinais de má conservação, com mato crescendo.
“Está há meses assim. Próximo à quadra de jogo, pessoas em situação de rua estão usando o espaço para dormir. Tem muito lixo e sujeira em toda a praça. O mato está altíssimo. Como as crianças vão brincar nesse matagal? Desse jeito, pode até ter um bicho peçonhento, algum objeto cortante”, reclama a moradora Patrícia Marques, 51 anos.
Mãe de três filhos, Patrícia expressa frustração e receio com a segurança de crianças e adolescentes. “De noite, a situação é pior. Tem pessoas que aproveitam o mato alto para fazer coisa errada. Infelizmente, o que era para ser um local de convívio e recreação virou um lugar de usuários e pessoas mal-intencionadas.”
O aposentado Fernando Rodrigues Casarim, 69, revela que deixou de frequentar a praça. “Moro na mesma rua, mas não tenho mais vontade de ir e nem coragem de ficar ali. Acho perigoso. Tem até buraco no chão. Está muito desleixado e feio. Nossa praça não merece isso. Estamos aguardando uma capina e limpeza”, opina.

Foto: Paulo Pires/GES
“Ninguém quer uma praça assim, esquecida”
No bairro São José, a situação da praça, conhecida como Sete de Setembro, na Rua Largo Sete de Setembro, é semelhante a outros locais de lazer sem manutenção.
“Há meses não é feito o corte e nem o recolhimento da vegetação. Quase não há lixeiras, os bancos estão velhos. Ninguém quer uma praça assim, esquecida”, lamenta Letícia Matunaga, 29.
Para a moradora Maria Cristina da Silveira, 62, o sentimento é de insegurança e abandono. “Tem pouca iluminação. É um problema antigo. A gente não sabe o que fazem durante a noite na praça. Está perigoso porque as pessoas deixaram de frequentar até de dia. Tem muito mato”, diz a aposentada.

Foto: Paulo Pires/GES
“Não acho seguro”
A praça Jardim do Lago, no bairro Marechal Rondon, recebeu recentemente corte de grama e limpeza. Contudo, os moradores da região reclamam da má conservação de lixeiras e brinquedos.
“Como a pessoa vai jogar o lixo na lixeira se ela não tem fundo? Está toda corroída. Os balanços não estão bons para uso das crianças. Elas podem se machucar com uma madeira lascada. As correntes dos balanços estão frouxas. Não acho seguro”, pontua o morador Carlos Ferreira Santos, 41.
Cíntia Alves da Silva, 22, critica o número reduzido de lixeiras. “Tem só duas, e uma delas está toda furada. Parece que estão incentivando a jogar o lixo na praça. Acho que poderiam investir em lixeiras novas, bancos, brinquedos. Colocar alguns aparelhos de ginástica. As praças deveriam oferecer mais lazer para as pessoas”, conclui.

Foto: Paulo Pires/GES
O que diz a Prefeitura
A Prefeitura de Canoas, por meio da Secretaria Municipal de Serviços e Zeladoria Urbana, informou que a manutenção da Praça Paulino Cândido Vignochi, no bairro Fátima, está no cronograma de serviços da próxima semana.
Já a Praça na Rua Largo Sete de Setembro, no bairro São José, está passando por manutenção nesta semana, com previsão de conclusão dos serviços até esta sexta-feira (13).
Segundo a secretaria, a manutenção da praça do Jardim do Lago foi concluída no dia 29 de janeiro. A pasta afirma que a manutenção inclui pequenos reparos. Enquanto reparos de maior porte podem ser feitos posteriormente pelas equipes.